Brasília sob Garantia da Lei e Ordem

GARANTIA DE LEI E ORDEM

O governo decretou Garantia da Lei e Ordem na zona central de Brasília. O decreto foi uma reação à violência dos protestos dessa quarta.

DESTRUIÇÃO

As Forças Armadas controlaram o que o ministro da Defesa, Raul Jungmann classificou como baderna. O vandalismo deixou prédios de 8 ministérios depredados; dois deles foram incendiados. O protesto, convocado por centrais sindicais e movimentos de esquerda, deixou 49 feridos e 8 presos.

DIVERGÊNCIA

Os organizadores afirmam que 200 mil pessoas estiveram na Esplanada dos Ministérios, nessa quarta. A Polícia Militar contabiliza 35 mil. Os jornais Folha de S. Paulo e Estadão noticiam 45 mil.

VOLTANDO À ESTACA ZERO

O impasse sobre a sucessão do presidente Michel Temer aumentou as dúvidas sobre a continuidade da reforma da Previdência. De acordo com o jornal Valor, a lista hoje tem Tasso Jereissati, Rodrigo Maia e Nelson Jobim. O PT defende eleições diretas.

41º presidente do Brasil propõe ‘governo de salvação’

NOVO PRESIDENTE
Sem nunca ter ido às urnas para disputar o mandato, o PMDB emplaca seu terceiro presidente. Michel Temer assumiu o posto máximo do país após a aprovação do afastamento de Dilma, pelo Senado. Aos 75 anos, Michel Temer é o 41º presidente do Brasil e também o mais velho a assumir o cargo.

AS PROMESSAS
Em seu primeiro discurso, Temer reafirmou que é preciso: unificar o Brasil, atingir a democracia da eficiência, manter e aprimorar programas sociais e não enfraquecer a Operação Lava Jato. Falando em ‘governo de salvação’, o novo presidente pediu apoio parlamentar para executar as medidas que vai propor.

SOBRE DILMA
Dilma não foi ignorada no primeiro discurso de Temer. Ele declarou respeito institucional à presidente afastada


POST SCRIPTUM
Temer já nomeou 23 ministros – e diz que vai parar por aí, ou seja, pretende reduzir 9 cadeiras da Esplanada.

Ministérios de Temer

MATÉRIAS CONTRADITÓRIAS 1
Em matérias controvérsias, O Globo e Valor falam da montagem de um provável governo de Michel Temer. Em o Globo, o vice-presidente estaria com problemas para montar sua equipe ministerial e, diante dos pedidos dos partidos, já teria desistido de cortar ministérios. A declaração teria vindo de de aliados do vice-presidente.

MATÉRIAS CONTRADITÓRIAS 2
O Valor Econômico afirma que, com a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, houve um fortalecimento da ‘agenda das ruas’. Essa reação favoreceria as negociações por cargos. Assim, Temer já teria retornado ao plano inicial, de manter cerca de 25 pastas na Esplanada dos Ministérios.

NÃO VAI SER FÁCIL
Além de administrar um déficit de R$ 360 bi, o eventual governo de Temer também terá organizar os gastos ainda não contabilizados. Essas despesas não estimadas são relativas à eventuais capitalizações que o Tesouro tenha de fazer nas estatais (como Petrobrás, Eletrobrás e Caixa), a negociação das dívidas dos Estados, o risco de inadimplência com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), entre outros. A agência de classificação de risco Moody’s estimou que os chamados ‘esqueletos’ podem variar de R$ 250 bi a R$ 600 bi.

DESCULPAS
A empreiteira Andrade Gutierrez deve divulgar hoje pedido de desculpas ao país. A ação faz parte do acordo de leniência homologado com a Justiça Federal. Pelo Acordo, a segunda maior construtora do país se comprometeu a fornecer à Operação Lava Jato provas dos pagamentos de propina. A empreiteira também vai pagar R$ 1 bi à União.


POST SCRIPTUM
Pelo andar da carruagem, Michel Temer deve assumir a presidência do país na próxima quinta-feira (12).

Lula é denunciado ao STF

MAIS UM DENUNCIADO
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot denunciou o ex-presidente Lula ao STF sob suspeita da tentativa de compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Se aceita a denúncia, Lula passará a ser réu da Lava-Jato. Lula nega a denúncia e se diz perseguido.

E MAIS UMA
Janot pediu também para investigar a participação de Dilma, na obstrução da Operação Lava Jato. A assessoria da presidência nega a interferência.

NOVO MINISTÉRIO
O eventual governo Michel Temer só tem uma ‘estrela’ na sua lista de ministeriáveis. Afora José Serra, Temer optou por um grupo habituados a viabilizar a aprovação de projetos. No atual desenho, o PMDB ficaria com sete cadeiras, o PSDB com três. Mas até – e se – assumir a presidência, Temer ainda pode mudar essa configuração.


POST SCRIPTUM
Decisões recentes da presidência aumentaram em R$ 10 bi as despesas das contas públicas para 2016 e 2017.

Já são 342 votos à favor do impeachment

PLACAR
Pela contagem de votos realizada pelos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, a Câmara já tem 342 votos declarados a favor do impeachment de Dilma. O número representa dois terços dos 513 deputados. Se os votos forem confirmados no domingo, o número é suficiente para aprovar o processo de impedimento.
NA JUSTIÇA
O Supremo Tribunal Federal rejeitou o pedido da Advocacia Geral da União para suspender a votação do processo de impeachment, na Câmara. A AGU pediu ao STF a anulação de todos os atos da Comissão Especial que avaliava a questão. O pedido argumentava que a comissão considerou fatos que não estariam no processo e feriu o amplo direito de defesa da presidente. Ainda na noite de ontem, o STF rejeitou o pedido.
PLANOS
O vice-presidente, Michel Temer, já planeja mudanças, caso assuma a presidência. O plano é criar uma nova base aliada e reduzir de 32 para 20 o número de ministérios. Nos bastidores, Temer já busca nomes para os ministérios da Fazenda e Justiça.

POST SCRIPTUM
Cientistas consideraram populista a decisão da presidente Dilma, ao  sancionar o projeto de lei que autoriza o uso de fosfoetanolamina sintética – a ‘pílula do câncer’. O medicamento ainda não passou por todas as fases de teste e não há comprovação de segurança e eficácia. A Anvisa afirmou que vai à Justiça contra a lei.

Em três minutos, PMDB confirma saída do governo

VAPT VUPT
Em reunião de três minutos, o PMDB confirmou a sua saída da base aliada do governo. O vice-presidente, Michel Temer foi o articulador da decisão. Sem o apoio da maior bancada do Congresso, fica mais difícil Dilma conseguir o fim do processo de impeachment, em análise na Câmara. Outros partidos devem acompanhar a decisão do PMDB nos próximos dias, como o PSD e o PP.
ESVAZIANDO AS GAVETAS
Ao decidir pela saída do governo, os filiados do PMDB devem devolver os cargos que ocupam na administração federal. A devolução deve ocorrer até 12 de abril.
HÁ VAGAS
Com a devolução dos cargos do PMDB, nas próximas semanas, o Planalto pretende ‘repactuar’ com os partidos ainda da base essas posições. Entre os postos que ficarão vagos estão ministérios cobiçados como Turismo e Esportes. Há também cargos em estatais e bancos públicos.
DAQUI, NÃO SAIO
Três ministros se recusam a deixar os postos: Kátia Abreu (Agricultura), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde). O PMDB não pretende punir os dissidentes.

POST SCRIPTUM
O juiz Sérgio Moro pediu desculpas ao Supremo Tribunal Federal pela polêmica causada na divulgação de gravações de Lula em conversa com Dilma Rousseff. Moro reiterou que a divulgação não teve propósito político-partidário.

Câmara dividida dificulta alianças

CRAQUELADA
A fragmentação da Câmara dos Deputados já é considerada record. Hoje há 25 partidos na Casa. Os  maiores reúnem pouco mais de 1/3 dos votos. A votação do impeachment de Dilma será votado nesse cenário de dificuldade de alianças, desfavorável ao governo.
VAREJÃO DOS CARGOS
Às vésperas da reunião que decidirá se o PMDB vai romper com o governos, Dilma já começa a pensar na redistribuição dos cargos. O objetivo é evitar a saída de outros partidos da base, como PP, PR e PSD. A redistribuição de postos foi classificada como ‘balcão de feira’ por um integrante do governo.
CRISE FECHA PORTAS
Só no estado de São Paulo, mais de 4 mil indústrias de transformação fecharam as portas em 2015. Número 24% maior que em 2014. As informações são da Junta Comercial do estado.
DIFICULDADE A MAIS
Apesar de estarem acostumadas a conviver com crises econômicas, as empresas brasileiras estão sentindo o impacto da concentração bancária. Com a saída de instituições estrangeiras, como HSBC e Citbank, o encolhimento dos bancos médios e a falta de crédito dos bancos públicos, cresceu a dificuldade de obter crédito. Também há dificuldade para a negociação das dívidas já existentes.

POST SCRIPTUM
Facção do Talibã assumiu a autoria do atentado que matou mais de 70 pessoas e feriu 340 nessa Páscoa, no Paquistão. A facção disse que os alvos eram os cristãos, reunidos no parque, em Lahore.