A proposta de recriar a CPMF para cobrir o rombo previsto no Orçamento de 2016 foi mal recebido por políticos e empresários. Para Confederação Nacional da Indústria, a proposta é ‘absurda’ e reduziria ainda mais a produtividade e competitividade. Os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, também se manifestaram contra a volta do imposto. Até líder do PT na Câmara, José Guimarães, disse que não é hora de discutir criação de impostos. Contrariando as reações negativas, a proposta está em discussão na equipe econômica. Para desvincular a criação do imposto a antiga CPMF, o governo estuda chamar o tributo de Contribuição Interfederativa da Saúde. Apesar do déficit do Orçamento de 2016 ser de mais de R$ 80 bi, se mantida a mesma alíquota anterior (0,38%), estima-se que a implantação da CPMF não arrecadaria mais do que R$ 70 bi por ano. Desse valor, cerca de R$ 8 bi iriam para Estados e municípios, que podem apoiar a ideia, na esperança de recuperar as contas locais. O governador do Rio de Janeiro, Pezão, e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, são favoráveis à volta da cobrança.

(Folha, Valor, Estadão, Globo)

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