September 2009


Notícias do Velho

Uma empresa de TI Sul Africana, irritada com os serviços de Internet oferecidos pela maior provedora de Internet Africana – a Telkom, conseguiu provar que a transferência de dados oferecida por eles, com a tecnologia ADSL é mais lenta que feita por pombo-correios.

Os caras amarraram um cartão de 4Gb de memória na pata do pombo, que foi solto no momento em que se iniciou um “download” dos mesmos dados, por um dos escritórios da empresa, distante 80Km.

Enquanto Winston, o pombo de 11 meses de idade, levou uma hora e oito minutos para voar os 80 kilômetros, foram necessários duas horas e seis minutos para que apenas 4% fossem transferidos por download! Leia a matéria e veja um filme na BBC.

Essa copa do mundo será bem interessante…

Do Tiago Dória Weblog

Em memorando interno distribuído aos jornalistas, nesta segunda-feira, Arthur Sulzberger e Janet Robinson, diretor geral e presidente do New York Times, respectivamente, afirmam que o NYTimes é uma empresa de notícias e não de jornal. O negócio deles é informação e não jornal.

Um peso histórico tremendo carrega esse comunicado interno. Mostra que conceitualmente o jornal deixou de ser jornal, além do fim de uma fase de crise de identidade na empresa.

Nesse processo de transição mais acentuada dos átomos para os bits, muitas empresas acabaram perdendo o rumo, não conseguiram decidir mais em qual negócio estavam. A Kodak foi (ou ainda é) símbolo desse questionamento. Não se decidia se estava no negócio de imagens e memórias visuais ou de filmes para câmeras fotográficas.

Assim como as empresas, os próprios profissionais podem passar por essa crise de identidade. Você é uma pessoa que faz jornal, atualiza site, ou um comunicador, um especialista em informação?

O New York Times, pelo menos, parece que já passou dessa fase de questionamento interno.

Esse post faz parte de uma série sobre as mudanças tecnológicas no NYTimes e que venho escrevendo desde o começo de 2008.

Do G1

Pesquisa diz que coxas estreitas podem indicar falta de massa muscular para processar insulina.

Da BBC

Homens e mulheres cujas coxas têm circunferência superior a 60 centímetros têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas, aponta um estudo do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 3.000 pessoas.

O benefício ocorre mesmo quando fatores como gordura corporal, cigarros e colesterol do sangue são levados em consideração, afirmam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista especializada “British Medical Journal”.

Para os pesquisadores, aqueles com coxas estreitas podem não ter massa muscular suficiente para processar a insulina de maneira apropriada, aumentando o risco de diabetes e, por consequência, de doenças cardíacas.

Os especialistas, no entanto, ressaltaram que a pesquisa precisa ser corroborada por outros estudos.

Eles dizem que ainda é cedo para mudar as orientações sobre dietas e exercícios para evitar doenças cardíacas, mas que a circunferência da coxa pode ser usada como um sinal de risco.

O estudo acompanhou 3.000 homens e mulheres na Dinamarca por mais de dez anos. Os voluntários tiveram a altura, o peso e a circunferência das coxas, cintura e quadris medidos. A porcentagem de gordura corporal também foi calculada.

A circunferência da coxa foi medida logo abaixo dos glúteos. Os pesquisadores ainda avaliaram os níveis de atividade física dos participantes, se eles eram fumantes, sua pressão sanguínea e os níveis de colesterol.

O estudo então monitorou a incidência de doenças cardíacas nos pacientes por mais de dez anos e a taxa de mortes por um período de 12 anos e meio.

Medida

Durante este período, 257 homens e 155 mulheres morreram, 263 homens e 143 mulheres desenvolveram doenças cardiovasculares e 103 homens e 34 mulheres sofreram de doenças cardíacas.

Segundo os pesquisadores, aqueles com as coxas menores – de circunferência inferior a 50 cm – tinham o dobro de risco de morte prematura ou de desenvolver sérios problemas de saúde.

“O aumento do risco se deu independentemente da obesidade geral e abdominal e de fatores de risco cardiovasculares ou ligados ao estilo de vida, como pressão sanguínea”, disse Berit Heitmann, que chefiou a pesquisa.

“Além disso, concluímos que o risco estava mais relacionado à circunferência das coxas do que à da cintura”, completou.

“É uma medida muito simples, muito grosseira, mas parece ter um efeito individual. E pode ser uma forma de médicos avaliarem riscos.”

“O bom é que se você tiver coxas finas você pode fazer algo, como se exercitar.”

Estudos anteriores já indicaram que uma cintura com circunferência superior a 88,9 cm para as mulheres e a 101,6 cm para os homens indica alto risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.

A equipe do Hospital da Universidade de Copenhague afirma que o risco demonstrado por coxas “estreitas” pode ser associado à baixa massa muscular.

Os cientistas afirmam que esta baixa massa muscular pode fazer com que o corpo não responda bem à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e, a longo prazo, de desenvolvimento de doenças cardíacas.

Baixos índices de gordura também podem provocar mudanças adversas no modo como o corpo processa os alimentos.

‘Boa notícia’

Mas, para a enfermeira sênior especializada em doenças cardíacas Judy O’Sullivan, da British Heart Foundation, “ainda não há provas suficientes para confirmar que a baixa circunferência da coxa afete o risco de alguém desenvolver doenças cardiovasculares”.

“Mas a baixa massa muscular está associada ao baixo nível de atividades físicas, considerado um fator de risco já estabelecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas”, disse ela.

Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, concorda que são necessários mais estudos. “Este é um trabalho muito interessante e que vai ligeiramente contra nossa intuição, mas tem que ser respeitado por causa do número de pacientes avaliados e da duração da pesquisa.”

Da BandNews – Jornalismo

Da Redação com agências

mundo@eband.com.br

Após causar repúdio nos Estados Unidos e no Brasil, a agência de publicidade brasileira DM9 pediu desculpas pelo vídeo feito para a ONG ambiental WWF. As imagens mostram diversos aviões caindo depois que dois deles se chocam contra as torres gêmeas em Manhattan, Nova York, onde aconteceram os atentados de 11 de setembro.

Entre uma imagem e outra, aparecem os dizeres: “Em 2001, uma das maiores tragédias da humanidade matou 2.819 pessoas. Em 2005, um tsunami matou 280.000 pessoas. Foram 100 vezes mais mortes. Nosso planeta é brutalmente poderoso. Respeite isso. Conserve isso”.  

Em um comunicado, Sergio Valente, presidente da agência se desculpou e disse que o anúncio “jamais deveria ter sido criado, aprovado ou veiculado” e que não reflete “a posição nem o pensamento da agência no que diz respeito aos acontecimentos de 11 de setembro”.

“Ele foi criado e aprovado no final de 2008, equivocadamente. Fruto somente da inexperiência de alguns profissionais envolvidos em ambas as partes. E não de má fé ou desrespeito ao sofrimento americano”, disse Valente. 

O presidente afirmou que assim que o equívoco foi percebido, agência e cliente decidiram pela suspensão imediata da divulgação do anúncio, que foi veiculado apenas uma vez em um jornal local. No entanto, segundo ele, “inadvertidamente” ele foi submetido a uma competição de propaganda internacional, de onde foi resgatado, causando um grande “mal estar”, completou.

Segundo o site BlueBus, a DM9 chegou a inscrever o filme no Festival de Cannes, embora a agência negue a autoria do vídeo.

Reações
Diversos veículos de comunicação americanos, como o jornal “The New York Times” e a Ad Age, uma das mais importantes agências de publicidade do país, criticaram o vídeo.

O site da WWF, cujo logo aparece na campanha, condenou o material e disse que em 2008, quando ele foi apresentado, não aprovou sua circulação.

“A relação entre atos de terrorismo, que vitimaram milhares de pessoas, com os efeitos das mudanças climáticas não é justificada em hipótese alguma e não está alinhada com a mensagem que a organização pretende passar para atingir seus objetivos de conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais”, diz o comunicado.

Tsunami WWF

Do Blue Bus

A NFL (National Football League) americana proibiu os jogadores de twittarem a menos de 90 minutos do início do jogo. Os organizadores do U.S. Open alertaram os participantes sobre o uso do serviço do microblogging e o perigo de vazamento de informaçoes dessa forma. A Alemanha ficou apavorada com a hipótese de resultados parciais das eleiçoes vazarem no Twitter. Mas, afinal, por que tanto medo? A possibilidade de vazamento de informaçoes já existia antes do microblogging ser inventado, certo? Bem, nao com essa velocidade. A rapidez do Twitter mudou tudo e aí talvez esteja o ponto principal da revoluçao que ele criou – e isso entendido, fica mais fácil compreender o fenômeno como um todo.

O Twitter serviu como uma auto-estrada de informaçoes onde antes havia apenas estradinhas de terra. Mais – agora, qualquer um tem um veículo para transitar essas informaçoes na velocidade possível, e nao dependemos mais dos veículos até agora tradicionais. A informaçao nao é mais controlada, isso acabou. Os organizadores dos jogos têm medo de uma onda de apostas surgir a partir de informaçoes colocadas no Twitter. As autoridades na Alemanha tinham medo dos resultados parciais influenciarem na decisao de voto das pessoas. Mas é o mesmo medo que devem ter tido quando a transmissao ao vivo apareceu – e aprendemos a lidar com isso. A porteira da informaçao foi aberta e, ao invés de lutar contra, precisamos mesmo é de reaprender e lidar com essa nova velocidade. E usufruir de seus muitos benefícios! (Luciana van Deursen Loew)

Da Veja.com


Um fragmento do Codex Sinaiticus, considerado a Bíblia mais antiga
do mundo, foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério
egípcio. O achado foi feito por Nikolas Sarris, um estudante grego de
30 anos que está fazendo http://veja.abril.com.br/imagem/biblia-codex-reuters-440-.jpgum doutorado em conservação na Grã-Bretanha e
que participou do projeto de digitalização do Manuscrito Aleph, como
também é conhecido o Codex.

Sarris inspecionava fotografias de
uma série de encadernações compiladas no século XVIII por dois monges
do monastério de Saint Catherine, no Monte Sinai, quando se deparou com
partes do Livro datadas de aproximadamente 350 d.C. “Foi um momento
muito emocionante”, lembra o acadêmico, segundo o jornal Independent. “Embora não seja minha área de especialidade, eu ajudei no projeto online, de forma que o Codex ficou fortemente impresso na minha memória”.

O
estudante conta que começou a analisar as letras e colunas e
rapidamente percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Ele então
mandou um e-mail para o padre Justin, bibliotecário do monastério, e
sugeriu que desse uma olhada mais atenta na encadernação, o que
confirmou as suspeitas. Acredita-se que o trecho encontrado, com apenas
um quarto visível, pertence a Josué, Capítulo 1, Versículo 10.

Ao
longo dos séculos, os monges do monastério de Saint Catherine
reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, sobretudo devido a
dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a descoberta de
Sarris seja ainda mais significativa, pois, segundo ele, há ainda 18
outras encadernações compiladas pelos mesmos dois monges que
reaproveitaram partes do Codex. “Não sabemos se iremos encontrar mais
do Codex nesses livros, mas, definitivamente, valerá a pena procurar”.

cio. O achado foi feito por Nikolas
Sarris, um estudante grego de 30 anos que está fazendo um
doutorado em conservação na Grã-Bretanha e que
participou do projeto de digitalização do Manuscrito
Aleph, como também é conhecido o Codex.

Sarris
inspecionava fotografias de uma série de
encadernações compiladas no século XVIII por dois
monges do monastério de Saint Catherine, no Monte Sinai, quando
se deparou com partes do Livro datadas de aproximadamente 350 d.C. “Foi
um momento muito emocionante”, lembra o acadêmico, segundo o
jornal Independent. “Embora não seja minha área de especialidade, eu ajudei no projeto online, de forma que o Codex ficou fortemente impresso na minha memória”.

O
estudante conta que começou a analisar as letras e colunas e
rapidamente percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Ele
então mandou um e-mail para o padre Justin, bibliotecário
do monastério, e sugeriu que desse uma olhada mais atenta na
encadernação, o que confirmou as suspeitas. Acredita-se
que o trecho encontrado, com apenas um quarto visível, pertence
a Josué, Capítulo 1, Versículo 10.

Ao longo
dos séculos, os monges do monastério de Saint Catherine
reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, sobretudo devido
a dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a
descoberta de Sarris seja ainda mais significativa, pois, segundo ele,
há ainda 18 outras encadernações compiladas pelos
mesmos dois monges que reaproveitaram partes do Codex. “Não
sabemos se iremos encontrar mais do Codex nesses livros, mas,
definitivamente, valerá a pena procurar”.

Shirley Bassey MY WAY

Era só o que faltava ao Ano da França no Brasil:

Nicolas Sarkozy não vai trazer Carla Bruni para a Parada de 7 de Setembro no Brasil.

Espera-se que, em respeito ao princípio de reciprocidade, o ministro Nelson Jobim também desista dos submarinos franceses.

Do Gizmodo

Ei, galera, bom dia. Nada melhor do que começar uma segunda-feira falando sobre aquilo que nos acorda. No entanto, você provavelmente faz o seu café – como a maioria das pessoas – da maneira mais insípida possível: usando uma cafeteira que você enche com café pré-moído comprado no supermercado. Certo? Existem milhões de outras maneiras de fazer café e elas são todas melhores.

Eis uma dica sobre o preparo de café: as melhores maneiras são as supersimples ou as ultra geek. O meio termo – ou seja, a sua máquina de infusão por gotejamento – produz a mediocridade. E, lá de onde eu venho, mediocridade se soletra m-e-r-d-a. O que há de universal de todo bom método de preparo de café é que há bastante controle e consistência rolando. De fato, consistência é o molho secreto no preparo de um ótimo café. Mas temos aqui algumas coisinhas antes de chegarmos sequer à parte que você provavelmente acha que é “fazer café”. Estes são os elementos básicos, independente do vodu que você invoque no preparo do seu café: os grãos, a torrefação, a moagem, a dosagem, a água, a temperatura e o tempo de infusão.

Grãos

Compre-os frescos, compre-os inteiros, compre-os de forma sustentável. E isso é tudo o que há por trás disto. Bom, quase tudo, pelo menos. Se você é um bebedor de café forte e escuro, está na hora de diversificar. Ken Nye, dono do Ninth St. Espresso, um estabelecimento líder no cenário do café de Nova York desde 2001, explica assim: você pega um belo pedaço de prime rib, que está carregada de sabores complexos. Como você vai cozinhá-lo? Só um tapinha, para preservar toda esta complexidade, ou você vai queimá-la todinha? Não tem nada de errado com as pessoas que gostam de um pedaço de carne bem-passado, mas poxa, estas pessoas estão curtindo mais a defumação do que a carne em si. O mesmo rola com alguns dos incríveis cafés que as pessoas estão servidas agora por empresas como Intelligentsia, Stumptown e Counter Culture – elas tendem a torrar de pouco a médio usando equipamentos mais antigos para permitir que o sabor de verdade do café transpasse. Torrá-los até ficarem superescuros é uma bela maneira de ocultar o que está acontecendo com o grão (de bom e de ruim).

Moagem

Não tem como contornar essa parte: se você curte café, você precisa moer os grãos logo antes de prepará-lo. Assim que estão moídos, os óleos dentro dos grãos ficam expostos ao ar e os milhares de diferentes compostos de sabores que estão dentro começam a definhar. Cara, café é um lance frágil.

A moagem é o processo primordial para todo o resto que acontece depois. De fato, David Latourell, antes da empresa Coffee Equipment Company e atualmente da Intelligentsia, diz que a coisa número um que as pessoas podem fazer para “mudar o mundo” quando se fala de café é consertar esta situação da moagem. Se a moagem é zoada, todo o resto também o será. A uniformidade é a chave do segredo, caso contrário você obtém uma extração desigual, o que significa um café medíocre. E a única maneira de conseguir esta uniformidade é com uma boa .

Os moedores de lâminas mutilam os grãos de café e o calor causado pela fricção detona toda a química, então nem pense nestes. Uma pulveriza os grãos em vez de retalhá-los. No entanto, só porque é uma mó não quer dizer que é um bom moedor. Você precisa de uma que seja eficiente e que execute a moagem lentamente, caso contrário você estará introduzindo fricção e calor no processo, o que corromperá o café. Geralmente, isto significa uma mó cônica em vez de uma plana. Enquanto você consegue boas mós por míseros 50 dólares (preços dos EUA), tanto Ken quanto David dizem que você precisaria gastar pelo menos uns 150-200 dólares para um bom moedor caseiro – em particular, David recomenda o Baratza Virtuoso, uma mó cônica que custa uns 200 dólares (o moedor comercial do Ken, aquele da foto acima, custa uns 3000 dólares). Parece uma quantidade insana de dinheiro para um simples moedor, mas se você pretende fazer café seriamente em casa, é por aqui que você deve começar. Felizmente, este é equipamento mais caro que você precisará comprar.

Beleza. Vamos passar para a infusão, da mais simples à mais mirabolante.

Chemex

Uma jarra Chemex é uma das maneiras mais simples de se preparar café. É sério. Você coloca um filtro de papel sobre uma garrafa, joga o café moído e jorra água sobre ele. Entretanto, existe toda uma arte por trás disto. Assim como todo método de preparar café, não existe uma dosagem, tempo de infusão ou temperatura perfeita para todo café – depende do tipo de café e, é claro, do seu gosto, e é aí onde mora a arte – mas a Intelligentsia tem uma bela cartilha básica para se começar (PDF, em inglês). (No entanto, 93ºC é uma boa temperatura a se usar, difícil de errar.) Eles também têm um vídeo tutorial prontinho. Além da jarra Chemex de 35 dólares, você precisa de filtros de papel Chemex (não, os filtros vagabundos não servem porque a trama do papel é uma bosta). Algo a se procurar em um bom filtro é uma textura boa e nivelada, como vemos na imagem acima (assim o café se infla no filtro conforme você jorra a água). O resultado final é um copo de café leve e superlimpo, onde todas as qualidades são salientadas de forma bastante evidente.

Prensa francesa
A prensa francesa, apesar de totalmente não-tecnológica como a jarra Chemex, produz um café que é praticamente uma completa antítese do limpinho do Chemex: ele é mais forte, mais encorpado, um pouco menos definido, mas é também muito mais rico. Uma boa prensa Bodum começa a uns 30 dólares, mais ou menos. O café aqui deve ser moído um pouco mais grosso para que as partículas sejam maiores. felizmente, existe outro vídeo para auxiliá-lo no processo. Duas coisas a se enfatizar, diz Ken: quando você empurra o êmbolo para baixo ao final da infusão, vá com calma e devagar. Quanto mais embebido fica o café, mais sensível ele fica, então é melhor você não agitá-lo muito descendo com tudo o êmbolo. Além disso, quando tiver terminado a infusão, jorre para fora todo o café. Não o deixe descansar, você precisa tirá-lo de lá o quanto antes. (imagem via jilliansvoice/Flickr)

Cafeteira sifão ou a vácuo

A cafeteira a vácuo parece que saiu direto de um conjunto de química – ou laboratório de anfetaminas – e não é sem motivo: você não vai querer experimentá-la. David explica que ela talvez seja a maneira mais exigente de se preparar café – ela “requer habilidade” e uma incrível xícara de café preparada com uma destas pode ser “enganoso”. No entanto, é um conceito irado. Você tem duas câmaras conectadas por um tubo. A água é fervida aquecida na câmara de baixo até subir para a câmara de cima, onde o seu café estará lá esperando. Daí rola a infusão. Daí você tira da fonte de calor (seja lá o que você estiver usando) e o café é sugado de volta para a câmara de baixo – por vácuo, meu caro – deixando a borra lá em cima e uma puríssima xícara de café embaixo.

Cafeteira Moka

Daí tem a cafeteira Moka. O que faz dela especial é que ela usa a pressão do vapor para infundir o café e você pode usá-la no seu fogão, usando café quase tão finamente moído quanto o espresso, mas não tão moído. Novamente, uma ideia bem simples com um par de câmaras conectadas por um tubo. Tem-se a câmara base, cheia d’água, no qual você insere um filtro com formato de funil repleto de café. Comece a ferver a água e a pressão do vapor começará a forçar a água pelo filtro (e pelo pó do café, por conseguinte) na câmara superior. Ou seja, é mais ou menos um percolador (máquina de fazer café) e até há um debate sobre isto ser ou não um verdadeiro bule percolador por causa da maneira como ela usa a pressão do vapor. No entanto, você precisa tomar cuidado para que não fique muito quente, senão você destroça o café. O tutorial do Gimme Coffee para fazer café com cafeteira Moka é muito bom de se acompanhar e as cafeteiras variam de 25 a 50 dólares, dependendo do tamanho (isso lá fora; aqui os preços são um tanto mais salgados). (kanaka/Flickr)

Infusão a frio ou sistema Toddy
Nunca ouviu falar da infusão a frio? É assim que se faz café frio, não jogando gelo no seu café preparado normalmente, método que resulta em uma abominação azeda e repugnante. Bem, todos os métodos dos quais falamos (e ainda falaremos após este) para se fazer café envolve água quente e um tempo de infusão relativamente curto. A infusão a frio é a abordagem lenta: o pó de café não-refinado é colocado sobre água a temperatura ambiente por 12 a 24 horas, dependendo do café. O que se resulta é excepcionalmente suave, com a maior parte da acidez – e alguns diriam complexidade – eliminada, então ele é bebível, como uma Bud Light. A maneira “oficial” – e, suponho, a mais fácil – de se fazer café por infusão a frio é usando o sistema Toddy de 40 dólares, que recebe o crédito de ter começado toda esta onda de infusão a frio, mas você consegue prepará-lo de maneira mais barata.

AeroPress
Não podemos deixar de fora o AeroPress, que prepara uma xícara supersuave de café com uma infusão e tempo de extração superveloz. Além disso, o aparato é barato, menos de 30 dólares. É basicamente uma seringa gigante. O pó do café (ligeiramente mais fino que no gotejamento) é colocado em um tubo com um filtro de papel no fundo, que então é colocado sobre qualquer coisa onde você queira que o café saia. Após adicionar água quente e o café se encharcar, um êmbolo é inserido e empurrado para baixo, forçando o café já infundido a passar pelo filtro. E puxa, veja só, mais um tutorial do Gimme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gotejamento

Tá, é agora que vou derrubar todos os alicerces do seu mundo. A máquina de café por gotejamento que você tem em casa e no seu escritório é a da esquerda nesta imagem acima? Então é uma bosta. Você se lembra lá no início quando eu disse que a consistência é a chave para um bom café? Uma temperatura consistente é crucial e a maior parte das máquinas por gotejamento não consegue proporcionar isso. Na verdade, elas não conseguem nem proporcionar a temperatura correta. 93ºC é a temperatura de ouro para se infundir café e a maior parte destas máquinas tem um máximo de uns 82ºC, o que não é quente o suficiente para uma extração adequada. Além disso, elas provavelmente encharcam o pó de maneira desigual, o que torna o café ainda pior. De fato, tanto Ken quanto David dizem que a única máquina por gotejamento que é capaz de fazer isso direito é a da Technivorm (à direita na imagem acima), que de fato atende aos padrões de temperatura da Special Coffee Association of America. Mas as máquinas da Technivorm não são baratas, girando em torno de 200 dólares. Foi mal, galera.

Espresso

Sabe de uma coisa? Vamos acabar logo com isso: é impossível fazer um espresso incrível na sua casa. A menos que você gaste algo como 7500 dólares em uma máquina de espresso de uma empresa como a La Marzocco. Por quê? Consistência. Temperatura. Pressão.

Por maior e mais assustadora que pareça uma máquina de espresso, novamente devo dizer que o básico não é muito complicado de se entender: ela usa a pressão para forçar a água através de uma conchinha de café finamente moído. O que fica dentro desta caixa gigante é um sistema de caldeira – ou dois – que aquece a água que passa pela conchinha e alimenta o sistema de vapor, além de um motor para forçar a água passar com um certo grau de pressão, assim o café é rapidamente extraído com todos aqueles “belos óleos” sobre os quais o Ken adora falar, isso se a dose de espresso é extraída habilmente. Ele deve ser denso, rico e coroado com uma espuma de aparência deliciosa por cima que se chama crema.

Máquinas menos fodonas não são tão boas nos dois ingredientes mais importantes com os quais uma máquina de espresso trabalha: temperatura e pressão. Pra começar, boas máquinas comerciais têm pelo menos dois sistemas independentes de caldeira, um para o café, outro para o vapor. Jacob Ellul-Blake, do departamento de P&D da La Marzocco, me disse que, no passado, antes da caldeira de infusão e da caldeira do vapor serem separadas, tinha-se um problema quando você lançava vapor no leite porque a pressão do vapor dentro da máquina caía, fazendo com que a temperatura da água caísse também, já que temperatura e pressão são proporcionais – fazendo com que se extraísse espressos não-tão-excelentes. Assim, uma boa máquina mantém uma temperatura constante. Máquinas incrivelmente high-end têm um controle superpreciso da temperatura, algo da ordem de décimos de um grau. Isso porque o sabor é afetado com uma variação de temperatura de apenas 0,25ºC (entraremos mais a fundo nisso em um futuro post). Quanto à pressão, a maior parte das máquinas caseiras simplesmente não consegue proporcionar a pressão de 8-9 bar necessária para uma boa extração.

Ou seja, quando falamos de espresso, se você deseja excelência, você basicamente precisa se resignar a ir a uma cafeteria. Eles terão os equipamentos – e, com sorte, as habilidades de barista – que você dificilmente algum dia terá. Mas isso não é algo ruim. David relata da seguinte maneira: é como a diferença entre cozinhar em casa e comer fora. Você consegue fazer sozinho uma deliciosa refeição (analogia pro café: Chemex ou prensa francesa), mas você provavelmente não conseguirá fazer bolas de sorvete cobertas com biscoitos usando nitrogênio líquido, e não tem nada de errado nisto.

Clover

A Clover era a queridinha do mundo do café até a Coffee Equipment Company ser comprada pela rede Starbucks. Tudo feito a mão, em torno de 250 delas foram feitas antes da Starbucks chegar arrasando. Em essência, a Clover é maneira nerd de jorrar água no café com parâmetros precisamente – digitalmente – controlados que são repetidos todas as vezes, assim você consegue extrair a mesma totalmente excelente xícara de café vez após outra, ou você pode sair experimentando com mais rigor, cuidadosamente mexendo em um elemento por vez.

O ponto principal da Clover é o seguinte: você coloca o seu pó de café em uma câmara, que é preenchida com uma quantidade precisa de água na exata temperatura que você programar (com 0,5ºC de variação, para mais ou para menos) durante o exato tempo de infusão que você programar. Quando estiver pronto, o café é retirado da câmara pelo vácuo formado quando o pistão é empurrado de volta pra cima com o motor potente da Clover – capaz de erguer 160kg – com a borra deixada na parte de cima graças ao seu filtro de 70 mícrons. O resultado é uma xícara límpida – aficionados por café adoram xícaras assim – e expressiva, apesar de não tanto quanto no método Chemex. Mas é isso que a engenharia de café de 12 mil dólares lhe rendem.

Estes não são exatamente todos os métodos de se preparar café – é sério, tem milhões deles, como o CafeSolo ou o gotejamento em cerâmica – mas estes são os principais que definitivamente valem a pena conhecer (ou, dependendo do caso, esquecer). Mas, no geral, se você procura mudar o jeito que você faz na sua casa, o Chemex ou a prensa francesa são as maneiras ideais. Se você realmente está a fim de dar uma de geek sobre café, tenha fé, porque ainda nem começamos, então fique ligado.