June 2008


Do Consumidor Moderno Online

O aquecimento global e as mudanças climáticas preocupam todo o mundo e tornaram-se alguns dos temas mais importantes da atualidade e das pautas corporativas. Para entender como essa nova realidade está afetando diretamente o comportamento do consumidor, a Havas Digital realizou um profundo estudo a fim de entender os impactos, atuais e futuros, no mundo dos negócios, causados por essa nova percepção.

A pesquisa, realizada em nove diferentes mercados – EUA, Inglaterra, Espanha, Brasil, Alemanha, China, Índia, França e México – e divulgada pela Media Contacts, explora a percepção do consumidor em três níveis: o fenômeno por si só, sua influência em setores-chave e em empresas dominantes desses setores.

Para tal, foram realizados 18 grupos de discussão dirigida e mais de 11 mil entrevistas individuais on-line nesses nove mercados, sobre 200 marcas distintas. Esses mercados representam 53% dos usuários mundiais de Internet. A pesquisa mostrou que os consumidores estão extremamente engajados com o tema das mudanças climáticas e esperam que as empresas sejam condutoras nesse caminho pela busca de uma solução. Isso representa uma grande oportunidade.

O estudo revela que 80% dos consumidores participantes preferem adquirir produtos de empresas que tentam diminuir seu impacto ambiental; que 90% estão inclinados a comprar mais produtos ecologicamente corretos nos próximos 12 meses e que 35% dessas pessoas estão dispostas a pagar mais por esses produtos. Esses dados comprovam a vital necessidade das empresas de investirem em ações e planos de comunicação ambiental se pretendem manter sua participação no mercado.

O objetivo principal da pesquisa, que era entender a visão dos consumidores sobre o impacto das mudanças climáticas, foi atingido. Mais do que isso, o estudo possibilitou um mapeamento detalhado e significativo do comportamento do consumidor nas diferentes localidades, pois, apesar das mudanças climáticas serem um problema global, o tema é percebido pelos consumidores de uma forma local, peculiar.

Do m&m online

Em comunicado, emissora dos Marinho admitiu ter demitido funcionário que teria enviado, por seu e-mail corporativo, informações sigilosas da companhia

Em comunicado distribuído à imprensa na tarde desta quinta-feira, 26, a TV Globo afirmou que um de seus funcionários teria enviado informações sigilosas de seu e-mail corporativo – “tanto de natureza comercial quanto estratégica” – para um colaborador da TV Record.

Procurada pela reportagem de M&M Online, a emissora de Edir Macedo respondeu que “desconhece o teor do documento e não pode ser responsabilizada pela ’suposta’ atitude de um funcionário da TV Globo, que por sua conta e risco, teria enviado um e-mail para um ’suposto’ profissional desta emissora”. Além disso, provoca a primeira, ao afirmar que o “comunicado enviado à Imprensa evidencia que a TV Globo passou um ‘recibo oficial’ sobre a sua preocupação com o crescimento da Record”.

Abaixo, os comunicados, na íntegra:

Da Rede Globo
“A TV Globo enviou hoje notificação para a TV Record sobre uma possível ação de concorrência desleal. Um funcionário da TV Globo foi desligado hoje da empresa por ter divulgado, através de seu e-mail corporativo, informações sigilosas desta emissora.

Diversas informações confidenciais, tanto de natureza comercial quanto estratégica, tais como a lista de fornecedores, foram repassadas para um funcionário da TV Record.

Como o uso de segredos comerciais e estratégicos pode causar grandes prejuízos a qualquer empresa, a TV Globo informou à TV Record de que tomou conhecimento do fato, que pode configurar inclusive um ilícito criminal, e de que está estudando as medidas legais cabíveis.”

Da Rede Record
“Em resposta ao comunicado enviado pela TV Globo à Imprensa, é importante esclarecer que:

1. Até o presente momento a RECORD não foi notificada e desconhece o teor do documento;

2. A RECORD não pode ser responsabilizada pela “suposta” atitude de um funcionário da TV Globo, que por sua conta e risco, teria enviado um e-mail para um “suposto” profissional desta emissora;

3. Ao expor uma situação de caráter interno e criar uma “novela” sobre a queda do funcionário, a TV Globo adotou uma atitude precipitada e sem fundamento envolvendo indevidamente o nome da RECORD;

4. O comunicado enviado à Imprensa evidencia que a TV Globo passou um “recibo oficial” sobre a sua preocupação com o crescimento da RECORD.”

Do Digestivo Cultural
Não gostar de Machado de Assis, no Brasil, é arriscado. Quero dizer, se você sair por aí dizendo que não gosta. Mesmo se lhe foi pedida uma opinião. Você não corre o risco de ser surrado (não sei se essa garantia serve caso você esteja nos corredores da ABL), mas com certeza receberá aquele olhar de piedade que apenas os seres superiores sabem produzir.

Você é criticado por não gostar de Machado mesmo por quem nunca o leu, ou, ainda pior, por quem o leu e também não gostou, mas ainda assim… patrimônio nacional é patrimônio nacional. Mexer com Machado é quase como mexer com a Amazônia. Quase, nada, é pior, muito pior. Se Al Gore quer saber o que é realmente bom pra tosse, que experimente, em vez de dizer que a Amazônia é do mundo, declarar que Machado é “um escritor de segunda”, como já opinou Millôr Fernandes.

Há pouco tempo, um leitor do Digestivo, comentando no meu perfil, se revoltou contra o fato de eu ter escrito que “ainda no colégio, nunca consegui gostar de Machado de Assis, e apenas quando já havia entrado na universidade pude compreender que não perdera nada”. Também concorreu para aumentar a indignação do leitor o fato de eu ocupar espaço no Digestivo com textos sobre livros de autores estrangeiros, insignificâncias como J. M. Coetzee e Nathaniel Hawthorne: “Não gostar do Machado e gostar de escritores estrangeiros bem traduz esta juventude de hoje influenciada pela cultura americana e outras, que entram nos nossos ouvidos diariamente pela mídia e também por livros”.

O autor da mensagem assinou como Delton. Eu lhe enviei uma resposta, mas esta voltou, acusando e-mail inválido.

Seja como for, assim que li seu comentário lembrei de algo que me ocorreu logo que entrei no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Piauí. Foi em 2003. Certo dia, entre uma aula e outra, estou a folhear no corredor um livro de George Orwell, quando um rapaz mais ou menos da minha idade pára sua caminhada simplesmente para dizer que eu sou um alienado. Eu levanto os olhos e o vejo erguendo um livro de José de Alencar. “Já leu isso?”, perguntou. Sou um sujeito muito tímido, não gosto de discutir nem com gente inteligente. Disse apenas que “já, é um livro muito ruim”. Nem vi direito o título, mas se era José de Alencar só podia ser algo chato, e eu queria me livrar do rapaz o mais rápido possível. Ele resmungou e foi embora.

Hoje penso que ele devia ser um desses membros do movimento estudantil que gastam mais tempo se movimentando do que estudando. Não sei se ele viu que o livro do Orwell era em inglês, pois eu estava começando a estudar inglês. Acho que não viu. Se tivesse visto, a bronca poderia ter sido maior. Com certeza, ele não sabia da história de vida de George Orwell. Tomara que, de 2003 para cá, a militância do jovem fã de Alencar em um partido político ou outro lhe tenha deixado algum tempo de sobra para aprender sobre a participação de Orwell na Guerra Civil espanhola, do lado dos republicanos e contra os fascistas ― experiência que gerou o livro Homage to Catalonia.

Nacionalismo literário
“Triste do povo que precisa de heróis”. O que diria então Bertolt Brecht da carolice de uma intelectualidade nacional que precisa de heróis para se sustentar?

Sempre duvidei que alguém em sã consciência, se lhe fosse dado dois livros, um de George Orwell e um de José de Alencar, ao cabo das leituras preferisse Alencar. Se preferir, não descriminarei. Juro. Mas duvido que prefira.

É verdade que Machado de Assis não é tão ruim quanto José de Alencar. Se, conforme disse em recente entrevista ao jornal Rascunho o professor e escritor sergipano Antonio Carlos Viana, “dar Machado de Assis para um menino de 15 anos é querer que ele não goste de literatura, nunca mais”, o que dizer do trauma gerado em um jovem que é forçado a ler coisas como Senhora? Viana diz ter acabado de escrever um livro em que indica 45 autores indispensáveis para que alunos do segundo grau tomem gosto pela leitura ― entre os quais, Franz Kafka e John Fante. Estou com ele.

Aliás, por que mesmo nossas crianças e jovens são torturados com obras monstruosas da literatura brasileira e portuguesa, ao mesmo tempo em que são privados dos grandes clássicos da literatura universal? É claro que existem excelentes obras brasileiras ― é difícil, por exemplo, imaginar um estudante não se divertindo e se comovendo com Memórias de um sargento de milícias ou Triste fim de Policarpo Quaresma. Mas por que, em vez de incluir estorvos do período romântico brasileiro, nossas grades curriculares não permitem aos mestres trabalhar novelas de Herman Melville, Gogol e Tolstoi, contos de Jack London e por aí vai? É para “valorizar o que é nosso”?

Mas enquanto a função principal dos nossos professores de literatura for fazer os alunos detestarem a literatura, o tipo de produto literário nacional que os estudantes irão comprar em sua vida adulta será, no máximo, as obras completas de Paulo Coelho, empilhadas estrategicamente na estante da sala, unicamente para fins de enfeite.

De cada 100 jovens que entram na universidade (tendo feito belos pontos nas provas de literatura), quantos se tornarão adultos apreciadores da literatura relevante, nacional e internacional? Sejamos benevolentes, suponhamos que esse número seja de 10. Desses 10, quantos devem à escola essa dádiva? 1. Podem sair pesquisando por aí. Os outros 9 se comportaram de forma rebelde na juventude, fingindo que liam poesia parnasiana, apenas para fazer a média na prova, enquanto que, na surdina, encontravam em sebos e bibliotecas o que realmente lhes dava prazer e o que de fato os transformou em leitores maduros ― alguns, até, apreciadores de Machado de Assis.

E para constar. O que respondi ao leitor Delton no e-mail que não foi entregue, em resumo, foi que

― é verdade, não gosto de Machado de Assis. E não é porque nunca o li, ou não entendi as estórias. Sim, li algumas e as compreendi, mesmo as que abandonei pela metade. O que não quer dizer que no futuro, em novas leituras, não possa vir a gostar dele. Mas não sinto a menor obrigação de fazê-lo;

― é uma besteira achar que se alguém não gosta de Machado ou qualquer outro escritor é porque tem que crescer mais “literaturalmente”. Claro, eu tenho muito que evoluir, e espero evoluir sempre. Mas quem garante que, lá pelos 140 anos, tendo evoluído continuamente, ainda assim eu não vá gostar de Machado? Ou será que se o sujeito tem 100 anos e não gosta de Machado é porque ele não evoluiu o suficiente? E quem gosta de Machado aos 15 anos já atingiu o ápice de sua vida “literatural”? Que bobagem, não é mesmo?

― eu lhe asseguro que é muito bom ser influenciado por culturas de fora, dos EUA, da Europa, Oriente, África, Marte… Tão bom quanto ser influenciado pela cultura local. Acredite, há porcaria escrita em todo lugar, e em todo lugar há coisa boa à nossa espera. Pergunte a Machado, que era fã de carteirinha de Montaigne e Laurence Sterne.

Nota do Editor
Leia também “Por que não estudo Literatura” e “Formando Não-Leitores“.

por Daniel Lopes – Teresina, 3/6/2008

Do site Abril

O cineasta brasileiro Walter Salles, a atriz francesa Marion Cotillard e seu colega britânico Sasha Baron Cohen, mais conhecido por seu personagem “Borat”, são alguns dos artistas convidados nesta segunda-feira a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A lista de convidados inclui técnicos, maquiadores, editores e roteiristas, como a americana Diablo Cody, ex-stripper que pulou para a fama este ano ao escrever “Juno”, assim como Judd Apatow, o atual rei Midas das comédias de Hollywood.

Todas estas personalidades do mundo do cinema passam a integrar o clube de cerca de 6.000 membros que todos os anos votam para escolher os vencedores do prestigioso prêmio Oscar.

A próxima cerimônia de entrega acontecerá em 22 de fevereiro de 2009.

“Never let their toys die”, afirmam os quatro anúncios que compõem a campanha destacada com o Grand Prix de Press do Festival de Cannes 2008. Um trabalho que, com certeza, entrará para os anais da competição como um dos mais memoráveis da história da propaganda mundial. Por quê? Falam por si as imagens das quatro peças, em todos os detalhes que as compõem, sem exigir mais texto do que a frase “the world’s longest lasting battery” para promover os benefícios do produto, função básica e, pode-se dizer, atualmente, banal de qualquer peça publicitária. Porque essas quatro imagens falam muito além do briefing elaborado pelo cliente, cuja principal preocupação é, de praxe, obter share of market.

Na África do Sul, profissionais da DDB e da Energizer parecem ter estabelecido, de certo modo, um vínculo de cumplicidade que derruba barreiras do comodismo e do medo de ir além com esta campanha absolutamente relevante em seu contexto de veiculação, ao contribuir para o despertar de uma consciência humanitária na tenra fase em que o caráter do ser ainda é semente, por isso, precisa ser regado para fortalecer raízes e não crescer com seu vigor comprometido por negligência de pais e educadores.

É incrível, porém, o fato de a grande maioria dos anunciantes e publicitários ainda não ter se apercebido de que para falar bem de si mesmo – ou de um produto, ou de um serviço – nada é mais conveniente, no mundo conturbado em que vivemos, do que simplesmente “falar” o bem. Obviamente, falar ou propagar o bem não é missão que possa se exigir de um trabalho de cunho publicitário, muitos dos quais recebem milhões de dólares ou euros de investimentos com a intenção de defender lideranças de mercado, entretanto, será mesmo que os efeitos desejados continuarão sendo atingidos exclusivamente pelas novidades tecnológicas inventadas, pelo uso de uma linguagem que favorece a inclusão no meio visado, pela piada pronta ou inusitada? Se, ao pensar na resposta para essa questão, os publicitários e anunciantes são tomados por mais dúvidas, é porque o feeling das pessoas mais sensíveis está dando sinais de alerta bem claro de que tudo está mudando muito mais rapidamente do que já mudou em toda da a história da humanidade, motivo pelo qual talvez não haja tempo para pensar muito na resposta, ou seja, é preciso agir.

Agir pelo bem quando uma marca, produto ou serviço acredita que pode “falar” o bem em vez de permanecer no lugar-comum de quem fala bem somente de si mesmo, almejando que sua fala seja reproduzida por formadores de opiniões em grau de abrangência suficiente para que o público-alvo lhe seja receptivo e fiel. “Quem acredita que pode” não pode, neste caso, ter o o “rabo preso”.

Duas meninas loirinhas cospem em alguém que passa, lá embaixo, em qualquer rua da África do Sul. Um garotinho loirinho pensa em pintar de vermelho seu pequeno cachorro de estimação que, como ele próprio, precisa de amor e cuidados materiais para viver. Um garoto loirinho coloca em risco sua parceira loirinha em pleno parque de diversão, local no qual estamos acostumados a sonhar com a paz na Terra. E outro garoto loirinho mostra à sua parceira, também loirinha, o pênis que o diferencia da ainda inocência feminina que pode vir a se transformar num complexo de castração em breve. Tanta coisa para pensar com apenas uma rápida leitura de quatro simples peças publicitárias que têm o propósito primário de lembrar ao consumidor que pilhas Energizer não podem faltar nos lares dos moradores da África do Sul. Assim como não pode faltar quem eduque e conscientize as crianças de hoje – não apenas na África do Sul – para que amanhã os adultos não sejam preconceituosos, não sejam maldosos, saibam respeitar o semelhante de qualquer sexo ou preferência sexual e sintam sincero afeto pela natureza e os animais.

Este Grand Prix do Festival de Cannes 2008 é merecedor, com todas as letras, do Grand Prix que lhe foi outorgado. Mais do que isso. Este Grand Prix é fundamental para que os publicitários e os anunciantes nunca deixem a propaganda morrer.

Do AdNews

O bilionário Carl Icahn, um dos principais acionistas do Yahoo – e defensor da venda para a Microsoft – lançou ontem seu tão anunciado blog, com a esperança de deflagrar uma campanha popular por um tratamento melhor aos acionistas. “Bilhões de dólares estão sendo perdidos e centenas de pessoas estão perdendo o emprego, e os garotos responsáveis estão saindo com centenas de milhões de dólares, mesmo se forem demitidos”, disse Icahn. “É ridículo e deveria haver leis para mudar isso”, afirmou. Icahn disse que não falaria do Yahoo nos posts de estréia, embora possa vir a fazê-lo no futuro.

Do Portal da Propaganda

Rafael Sampaio

A morte de Yves Saint Laurent, em 1º de junho, foi a conclusão de uma era na qual os grandes figurinistas franceses (de nascimento ou por imigração) deixaram de ser artesãos da alta-costura para se transformarem em designers e líderes de grifes amplificadas da moda, primeiro, e marcas do luxo, depois. Nesse jogo que atingiu proporções globais, muito além do círculo fechado dos poucos muito ricos de todo o mundo, YSL foi um dos pioneiros e grandes mestres.

De família francesa, mas nascido e criado em Oran, na Argélia, ele encontrou no desenho a válvula da opressiva sociedade colonial francesa, que fazia de seus iguais um extrato social “superior” ao dos nativos, mas “inferior” aos cidadãos da França continental. Ao vencer o concurso de um consórcio promotor da lã, em 1954, com o desenho de um vestido “de coquetel” preto, YSL obteve seu passaporte para o mundo na alta-costura, ao ser indicado pelo editor da Vogue, Michel de Brunhoff, para trabalhar com ninguém menos que Christian Dior.

Aos 19 de idade, na oficina do mestre, o jovem gênio de grandes óculos e eterna melancolia, transformou-se imediatamente no braço direito de Dior, sendo escolhido seu sucessor menos de dois anos depois, com sua súbita morte. Sua primeira coleção, em 1958, fez furor em Paris e em todo mundo, ao lançar a linha trapézio e deixar claro que YSL seria muito mais que um pacato “diretor de criação” do estilo de outros. E os próprios sócios da Maison Dior deram o empurrão definitivo, ao não fazerem as necessárias gestões para evitar que ele cumprisse o serviço militar na Legião Estrangeira, servindo na zona conflagrada da guerra colonial. Um desmaio durante o treinamento evitou que ele enfrentasse o horror de ter que enfrentar com as armas seus contemporâneos. Após um período de tratamento em um hospital militar mental, ele foi dispensado e se sentiu absolutamente motivado a lançar sua própria maison – em sociedade com seu eterno companheiro de vida e de negócios, Pierre Bergé.

De 1960 até sua aposentadoria, em 2002, YSL foi o líder não apenas de sua organização, mas de toda uma nova indústria da moda, nos anos 70, e da criação do negócio do luxo, a partir dos anos 80, fazendo de seus dirigentes figuras de proa na transformação do perfil de geração de valor e de exportação da França.

Yves Saint Laurent deixou lições de elaborada maestria para todo o universo do design de moda, do marketing e da comunicação, a começar pela criação de um logotipo para si mesmo, o imutável YSL e de uma definição para sua atividade: “eu não sou um costureiro, sou um artesão, um fabricante de felicidade”.

No campo da moda propriamente dita, YSL criou clássicos como o blusão de couro, o tailler-pantalon, o trench e a blusa transparente, além de dar classe e permissão para a transformação do smoking feminino e da saharienne em peças de alta-moda.

Suas coleções foram inspiradas em estilos das belas-artes, em grandes artistas e até em motivos étnicos – sempre de forma pioneira, às vezes antecedendo uma década o que se transformaria em padrão de seu setor de negócios.

Ele soube escolher com rara felicidade uma cliente-símbolo para sua maison, a mítica Catherine Deneuve, que se transformou em uma de suas várias amigas inseparáveis, as quais constituíram seu mais eficaz canal de pesquisa sobre o desejo das mulheres e o efeito de suas coleções sobre elas. Sem falsa modéstia, ele costumava dizer que “sinto que criei o guarda-roupa da mulher contemporânea”.

No campo da comunicação, YSL soube aproveitar o efeito disseminador de qualidade artística e de “experiência de marca” proporcionado por sua colaboração com diretores de cinema, teatro, balé, shows e ópera – desenvolvendo figurinos e cenários que rendiam precioso espaço na mídia e comentários (nem sempre favoráveis) da crítica artística e da moda. Até mesmo a criação do “fardão” para a posse da imortal Marguerite Yourcenar na Academia Francesa foi um inusitado golpe de mestre.

YSL soube administrar sua imagem como poucos. Poucas aparições em grande estilo deram à sua figura o status de astro, sem cair no exagero do excesso de exposições e sem deixar que sua vida pessoal, sempre bastante tumultuada, se transformasse em matéria-prima da imprensa sensacionalista. Até mesmo sua ousadia foi sempre muito bem gerida, como a aparição de sua própria foto, totalmente nu, no anúncio de lançamento do perfume Pour Homme, em 1971.

Em termos de negócios, o toque de mestre foi a criação da primeira boutique prêt-à-porter entre os grandes costureiros. Foi em 1966 e ele não caiu na solução fácil de abrir uma porta secundária, “ao lado”. YSL foi para a Rive Gauche, no coração da boêmia e “esquerdista” Saint-German-des-Prés, perto da Sorbonne e da mais fina intelectualidade da época, e abriu uma loja especialmente criada para, literalmente, reinventar a indústria da moda.

Esse setor deve a YSL, igualmente, boa parte dos movimentos pioneiros que ampliaram o espectro de sua atividade em direção ao universo do luxo, com dezenas de produtos e serviços derivados de seu núcleo essencial, a moda.

E quando a própria moda andava em crise, nos anos 90, YSL deu uma contribuição fundamental para seu revigoramento, ao criar o desfile-espetáculo, totalmente feito com peças conceituais, que jamais seriam usadas nos salões de festa e nas ruas, mas que atendiam ao mais essencial dos predicados da sua atividade: estimular o sonho.

Do m&m Online

 Steve Jobs anunciou nesta segunda-feira, 9, no Worldwide Developers Conference 2008 o novo iPhone, mais fino e barato, com GPS e acesso mais rápido à internet

Felipe Turlão

09/06/2008 – 16:22

Steve Jobs anunciou nesta segunda-feira, 9, no Worldwide Developers Conference 2008, evento da Apple que está sendo realizado em San Francisco, o novo iPhone 3G, que será mais fino, mais barato, com GPS e acesso mais rápido à internet. O aparelho será vendido em 70 países e, em 22 deles, o lançamento ocorre em 11 de julho. Por aqui, a distribuição deve ser por parte da América Móvil, detentora da Claro, que comunicou ao governo do México recentemente que faria a distribuição do aparelho em toda a América Latina. A empresa prevê que a novidade chegue ao Brasil no segundo semestre.

O iPhone 3G terá versões de 8GB e 16GB. Outras novidades são os aparelhos na cor branca (para a versão de 16G), melhora dramática no áudio, suporte a empresas e aplicações de terceiros, venda em mais países (antes eram apenas 6) e corte no preço. Jobs diz que 56% de usuários queriam iPhone, mas não compravam por questões financeiras. A versão de 8GB que no mercado norte-americano estava US$ 399 (no modelo anterior) cai para US$ 199. A de 16GB ficará US$ 299 por lá.

O presidente da Apple disse ainda que o acesso à internet na rede 3G será duas vezes mais rápido. Esta é uma das grandes reclamações dos donos de iPhones. Durante a apresentação, Jobs fez um teste e disse que um arquivo que levava 59 segundos para ser baixado, agora levará 21 segundos. Segundo a Apple, o Nokia N95 levou 33 e o Treo 750 34 segundos no mesmo teste. O iPhone 3G tem suporte às redes Wi-Fi, 3G e EDGE.

Além disso, a bateria terá vida útil maior, com 300 horas em standby e cinco horas de conversa em 3G (Jobs diz que os outros celulares de 3G duram no máximo três horas). Por fim, o aparelho terá GPS, com mapas, apontamento de direção e acompanhamento do progresso no caminho. “Serviços de localização serão um negócio muito grande. Isso vai explodir’, disse Jobs durante a conferência.

Para aumentar sua participação no segmento corporativo, o iPhone terá suporte ao Microsoft Exchange, com sincronização, recebimento de e-mails, contatos e calendário, por meio do software iPhone 2.0, que também vai rodar aplicativos.

Abertura para desenvolvedores

A Apple vai abrir parte das ferramentas para desenvolvedores, o que significa que o novo iPhone terá uma capacidade muito maior para ter novos aplicativos. Jobs revelou que cerca de 250 mil pessoas baixaram o Kit de Desenvolvimento de Software (SDK) do iPhone nos primeiros 95 dias em que esteve disponível. “Com o SDK do iPhone 2.0, estamos abrindo ferramentas usadas internamente, o que significa que desenvolvedores podem criar aplicações da mesma maneira que a Apple o faz”, revela Jobs.

Também foi anunciada a inaguração da App Store foi iPhone, loja presente em 62 países, na qual os usuários de iPhone e iPod poderão ter acesso a aplicativos de terceiros. Os aplicativos poderão ser baixados pelo computador ou direto pelo celular (se tiver menos que 10MB). Os desenvolvedores ficarão com 70% das receitas.

Durante a apresentação, algumas empresas que já desenvolveram aplicativos para iPhone subiram ao palco. A Sega mostrou o jogo Super Monkey Ball, com mais de 100 fases e qualidade gráfica inédita para jogos de celulares; o eBay desenvolveu um aplicativo específico para usuários do iPhone, que leva os leilões do serviço à tela do celular; a rede social Loopt criou aplicativo que mostra um mapa com pontos que representam a localização dos amigos naquele momento; a Associated Press criou um programa que leva notícias ao celular, permitindo armazenamento de matérias e, graças ao GPS, fornecendo notícias do local em que se está; outra novidade é o aplicativo Cow Terry, que permite às pessoas compôr e mixar músicas no iPhone.

Mobileme.com

Jobs anunciou também o Mobileme, uma versão nova para o .Mac. A nova plataforma atualiza informações como e-mails e contatos em qualquer lugar que esteja o usuário. Independente da plataforma que o usuário utilize, basta ir ao endereço Me.com, autenticar seus dados para ter acesso a um gerenciador de e-mails bastante funcional e inovador, que se assemelha com a área de trabalho dos PC´s (inclusive com a função de arrastamento de ícones).

Do m&m Online

As três revistas semanais mais importantes dos EUA, Time, Newsweek e U.S. News, têm cada vez menos anúncios em suas páginas; por outro lado, acessos nos sites crescem

09/06/2008 – 18:54
 

A U.S. News, terceira revista semanal mais importante dos Estados Unidos será quinzenal a partir do ano que vem. Isso porque ela, bem como suas principais concorrentes, Time e Newsweek, teve significativa quedas nas vendas de páginas para publicidade neste ano. ”Notícias’ e ’semana’ se tornaram contradições’, diz Brian Kelly, editor da U.S. News, brincando com o nome da concorrente em inglês. Com o agravante da recessão do mercado interno, a U.S. News teve 33% menos páginas com anúncios, contra 27% da Time e 24% da Newsweek.

Para o crítico de mídia Michael Wolff, os desafios para os semanários só tendem a piorar. ‘Se a Newsweek ainda existir daqui a cinco anos, eu pago a janta’, diz ele. O editor da Newsweek responde dizendo que gosta de carne e que espera participar do jantar. Mas não dá pra esconder o fato de que a demanda pelas edições impressas está caindo. A Time informou que teve uma circulação paga média de 3,4 milhões no segundo semestre do ano passado, uma queda de 17,6% em relação ao período anterior. A U.S. News ficou com 2 milhões, uma queda de 8%.

Por outro lado, os semanários estão investindo pesadamente em seus sites, onde esperam encontrar o crescimento da audiência no futuro. A idéia da U.S. News é deixar a web fazer o que faz de melhor - fornecer notas na hora - para que a edição impressa possa ser publicada menos vezes.

Os três têm obtido bons resultados com os sites. A Time e a Newsweek estão melhores em parte por causa de suas colaborações com outros grupos, incluindo CNN e MSNBC. O site da Time teve cerca de 4,5 milhões de visitantes únicos, uma alta de 34% em relação ao ano anteriores, de acordo com a Nielsen Online. A Newsweek teve 6,5 milhões de visitantes únicos, com perda de 38%. A U.S. News teve 1,3 milhão de visitantes únicos e alta de 6,5%.

Com informações do AdAge.

Em O Filtro

Segundo reportagem do El País, a cidade inca de Machu Picchu, no Peru, não foi descoberta em 1911 pelo americano Hiram Bingham. Novos estudos revelam que o pioneiro a encontrar as ruínas foi o alemão Augusto Berns, em 1867. O empresário da mineração teria saqueado por décadas o sítio arqueológico com anuência do governo peruano. Essa seria a explicação para os museus alemães terem tantas relíquias incas. Mesmo chegando depois, Bingham conseguiu coletar 40 mil peças na cidade. O Estado peruano tenta até hoje recuperar os objetos, que estão na Universidade Yale.

Do AdNews

 

Em reportagem especial, o jornal inglês Financial Times traçou um panorama sobre a televisão brasileira. O texto sobre os últimos 30 anos ressalta o domínio da TV Globo e o fato de a emissora ter ter feito sucesso ao manter a estrutura de sua programação noturna quase que inalterada por três décadas. 

A fórmula a qual o “FT” se refere vai ao ar das 18h às 22h,  de segunda a sexta-feira. A emissora apresenta novela, noticiário local, novela, noticiário nacional e novela. Este último, gênero detalhado pelo jornal como o conteúdo que lida com questões de preocupação diária dos telespectadores, como criminalidade. 

A publicação inglesa reconhece a maquiagem contida nas atrações globais.  “Exceto que nada é bem o Brasil, porque tudo é um pouco melhorado, se não muito, e menos alarmante do que na vida real. Os pobres especialmente se saem muito melhor no mundo da Globo do que no mundo real. São mais bem alimentados, mais bem vestidos, se dão melhor com seus patrões de classe média e moram em favelas -onipresentes nas cidades brasileiras- tão maquiadas que deixam a coisa real literalmente na poeira”, diz o texto.

Octávio Florisbal, diretor-geral da TV Globo se defende: “o povo brasileiro enfrenta suficientes dificuldades em suas vidas diárias. Eles não querem ver mais sofrimento. Não é o que querem das novelas da Globo”.  

Mas o jornal lembra que se a emissora dos Marinho não muda, seus telespectadores sim. Diz que com o avanço da economia brasileira, mais pessoas adentraram a faixa de renda média na população, o que significa que maior parte da população deve ter mais tempo e dinheiro para realizar outras atividades a não ser acompanhar lealmente a programação horizontal da Globo. A internet e a TV paga são apontadas como fatores preocupantes contra a hegemonia da rede.

Porém, segundo o jornal, as outras mídias não são o maior prolema para a Globo, e sim o seu prórpio clone: a Record. Sobre o crescimento da emissora do bispo Edir Macedo, o impresso afirma que a Globo ainda não está em pânico e a estratégia é manter a mesma tática de sempre.

Entretanto, prevê que a emissora pode ser “comida” pelo seu próprio clone.

Vale lembrar que “A Favorita”, nova novela das oito, vai mal no Ibope e representou a pior estréia de uma novela na história da emissora.

Redação Adnews, com tradução de Deborah Weinberg

Em O Filtro

Fantástico entrevistou o milionário sueco Johan Eliasch, que está sendo investigado pela Agência Brasileira de Inteligência por suas atividades na Amazônia. “Eu sou uma pessoa que adora árvores e que sempre se preocupou com o desmatamento. Foi assim que me interessei”, justificou-se o empresário. As notícias de que ele vinha comprando terras na Região Amazônica chamaram a atenção dos agentes. Segundo as investigações, Eliasch não tem nenhuma propriedade registrada em seu nome, mas, sim, em nome de um fundo de investimento de que é o principal controlador. Não chega a ser uma ilegalidade, mas aproveita lacunas na legislação brasileira, diz o G1. As principais suspeitas, porém, recaem sobre a ONG Cool Earth, criada por Eliasch. A instituição, que pede doações para a preservação da floresta, seria uma fraude e estaria ligada ao desmatamento de áreas públicas. Leia um perfil do sueco em ÉPOCA (fechado para assinantes) desta semana.