June 2006


25ºC
Bahianos ligam o ar quente.
Gaúchos limpam o jardim.

20ºC
Sergipanos tremem incontrolavelmente de frio.
Gaúchos tomam sol no parque.

15ºC
Carros na Paraíba não ligam mais.
Gaúchos dirigem com os vidros abaixados.

10ºC
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Gaúchos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC
Toda a população do Maranhão morre…
Gaúchos fecham as janelas de casa.

0ºC
Roraima se desintegra.
Gaúchos fazem o último churrasco no pátio, antes que esfrie…

-10ºC
Amazonenses fogem para o Deserto do Sahara.
Gaúchos começam a tirar os casacos quentes do armário.

-200ºC
Papai Noel foge do Pólo Norte.
Gaúchos ficam frustrados que o carro não liga.

-273ºC (0 Kelvin)
Cessa toda a movimentação atômica (zero absoluto)
Gaúchos começam a dizer: ‘Mas bah! Tá frio, barbaridade!

colaboração: do meu pai!

Aos 5 anos
Aprendi que peixinhos dourados não gostam de gelatina.

Aos 6 anos
Aprendi que não dá para esconder brócolis no copo de leite.

Aos 8 anos
Aprendi que meu pai pode dizer um monte de palavras que eu não posso.

Aos 9 anos
Aprendi que minha professora sempre me chama quando eu não sei a resposta.

Aos 11 anos
Aprendi que os meus melhores amigos são os que sempre me metem em confusão.

Aos 12 anos
Aprendi que, se tenho problemas na escola, tenho mais ainda em casa.

Aos 13 anos
Aprendi que quando meu quarto fica do jeito que quero, minha mãe manda eu arrumá-lo.

Aos 14 anos
Aprendi que não se deve descarregar suas frustrações no seu irmão menor, porque seu pai tem frustrações maiores e mão mais pesada.

Aos 25 anos
Aprendi que nunca devo elogiar a comida de minha mãe, quando estou comendo alguma coisa que minha mulher preparou.

Aos 29 anos
Aprendi que se pode fazer, num instante, algo que vai lhe dar dor de cabeça a vida toda.

Aos 35 anos
Aprendi que quando minha mulher e eu temos finalmente uma noite sem as crianças, passamos a maior parte do tempo falando delas.

Aos 37 anos
Aprendi que casais que não têm filhos, sabem melhor como você deve educar os seus.

Aos 40 anos
Aprendi que é mais fácil fazer amigos do que se livrar deles.

Aos 42 anos
Aprendi que mulheres gostam de ganhar flores, especialmente sem motivo algum.

Aos 43 anos
Aprendi que não cometo muitos erros com a boca fechada.

Aos 44 anos
Aprendi que existem duas coisas essenciais para um casamento feliz: contas bancárias e banheiros separados.

Aos 45 anos
Aprendi que a época que preciso realmente de férias, é justamente quando acabei de voltar delas.

Aos 46 anos
Aprendi que você sabe que sua esposa o ama, quando sobram dois bolinhos e ela pega o menor.

Aos 47 anos
Aprendi que nunca se conhece bem os amigos, até que se tire férias com eles.

Aos 48 anos
Aprendi que casar por dinheiro é a maneira mais difícil de conseguí-lo.

Aos 49 anos
Aprendi que você pode fazer alguém ganhar o dia, simplesmente, mandando-lhe um pequeno cartão.

Aos 50 anos
Aprendi que a qualidade de serviço de um hotel é diretamente proporcional à espessura das toalhas.

Aos 51 anos
Aprendi que crianças e avós são aliados naturais.

Aos 52 anos
Aprendi que quando chego atrasado ao trabalho, meu patrão chega cedo.

Aos 54 anos
Aprendi que o objeto mais importante de um escritório é a lata de lixo.

Aos 57 anos
Aprendi que é legal curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele.

Aos 63 anos
Aprendi que não posso mudar o que passou, mas posso deixar prá lá.

Aos 64 anos
Aprendi que a maioria das coisas com que me preocupei nunca acontecem.

Aos 66 anos
Aprendi que todas as pessoas que dizem que dinheiro não é tudo, geralmente têm muito.

Aos 67 anos
Aprendi que se você espera se aposentar para começar a viver, esperou tempo demais.

Aos 72 anos
Aprendi que quando as coisas vão mal, eu não tenho que ir com elas.

Aos 88 anos
Aprendi que amei menos do que deveria.

Aos 90 anos
Aprendi que tenho muito a aprender!!

Do famoso “Autor Desconhecido”

La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d’une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l’ourlet;
Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l’ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.

Un éclair… puis la nuit! – Fugitive beauté
Dont le regard m’a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l’éternité?

Ailleurs, bien loin d’ici! trop tard! jamais peut-être!
Car j’ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais!

Charles Baudelaire (versão em português)

(de alguma forma, eu me identifico com isso!!)

Acordo sonolenta, preocupada com tudo que tenho que fazer. Um pouco mais tarde do que gostaria.

Faço café. Tomo uma caneca, daquelas que deixam meu pai extremamente preocupado com o bom funcionamento dos meus órgãos vitais.

Computador ligado, abro a caixa de e-mails e me pré-desespero com o trabalho que tropeça em vez de andar.

Tomo mais café. Quando me dou conta, vejo que já sequei um bule inteiro.

Em poucas horas, percebo que estou esfuziante e com mãos ligeiramente trêmulas. Mais empolgada com o trabalho, pelo menos.

Almoço creme de legumes, “pra desintoxicar”. O trabalho finalmente anda, e cafeinada no último, vou pro sofá ler um pouco.

Mais umas horinhas depois, e o trabalho engasgando voltando a andar, como uma colherzinha de doce de leite, pra liberar endorfinas. Tenho a impressão de acabei de reintoxicar tudo que eu desentoxiquei na hora do almoço.

O corpo humano é uma máquina maravilhosa. O que será que acontece se eu tomar um gole de conhaque?

por Weronika, no seu blog A Dupla Vida