May 2006


Lembrem-se da seguinte regra gramatical: o gerúndio NUNCA vem depois de um verbo no infinitivo.

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando (recortar), estar imprimindo (imprimir) e estar fazendo (fazer) diversas cópias, para estar deixando (deixar) discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando (falar) sem estar espalhando (espalhar) essa praga terrível que parece estar se disseminando (disseminar-se) na comunicação moderna, o gerundismo.

Você pode também estar passando (passar) por fax, estar mandando (mandar) pelo correio ou estar enviando (enviar) pela Internet. O importante é estar garantindo (garantir) que a pessoa em questão vá estar recebendo (receba) esta mensagem, de modo que ela possa estar (esteja) lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta (se dar conta) da maneira como tudo o que ela costuma estar falando (falar) deve estar soando (soar) nos ouvidos de quem precisa estar ouvindo (ouvir). Sinta-se livre para estar fazendo (fazer) tantas cópias quantas você vá estar achando (ache) necessárias, de modo a estar atingindo (atingir) o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.

Mais do que estar repreendendo (repreender) ou estar caçoando (caçoar), o objetivo deste movimento é estar fazendo (fazer) com que esteja caindo (caia) a ficha nas pessoas que costumam estar falando (falar) desse jeito sem estar percebendo (perceber). Nós temos que estar nos unindo (nos unir) para estar mostrando (mostrar) a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo (existir) uma maneira de estar aprendendo (aprender) a estar parando (parar) de estar falando (falar) desse jeito.

Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo (seremos) obrigados a estar emigrando (emigrar) para algum lugar onde não vão estar nos obrigando (nos obriguem) a estar ouvindo (ouvir) frases assim o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência tem estado (está) a ponto de estar estourando (estourar). Um “Eu vou estar transferindo (transferir) a sua ligação” que eu vá estar ouvindo (ouça) pode chegar a estar provocando (provocar) alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando (me responsabilizarei) pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo (entender) a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando (entrar) na linguagem do dia-a-dia.

Colaboração: Vera Vasconcellos, minha mãe!

Um passeio pela Crunch Fitness, umas das academias mais badaladas de Nova York

Por Guy Trebay

Às 7h da manhã os mais viciados já chegaram e já foram, os maratonistas em treinamento, os triatletas com concentração de ferro se preparando para outro Ironman, os compulsivos, bulímicos de exercícios com seus membros musculosos e pelos nos braços. Não deixemos de mencionar os astros pornô, sujeitos com músculos inchados de Popeye e mamilos tão distendidos que parecem botões de elevador: térreo, por favor!

A filial de Lafayette Street da Crunch Fitness é um desses lugares de fábulas de Nova York, um estabelecimento que fica aberto 24 horas. Ao contrário do que conta Sinatra sobre a cidade que nunca dorme, as calçadas tendem a estar silenciosas à meia noite na maior parte de Nova York. Depois que as pessoas comuns já adormeceram assistindo Letterman ou engoliram um Ambien e puxaram as cobertas por cima da cabeça, ainda tem gente nas academias malhando, pedalando e suando. Isso eu descobri depois de decidir recentemente fazer minha própria maratona radical: ou seja, passar 24 horas em uma academia. (Para ser franco, em dois turnos; tentei de uma só vez, mas não consegui completar a distância.)

Minhas razões foram várias, ao acaso em certo sentido e também derivadas de décadas de curiosidade sobre um local que cientistas sociais referem-se como “o terceiro lugar”, um local fixo em um triângulo psíquico com o trabalho e o lar. As academias estão nas vidas de ao menos 41,3 milhões de americanos atualmente associados. São locais de refúgio, de melhoramento pessoal ou de humilhação e, para os que nunca passam da fase da matrícula, de censura.Ainda assim, apesar do número de associados não ter parado de subir nos 19 anos desde que a indústria começou a manter registros, os americanos estão desenvolvendo uma epidemia de doenças ligadas a pecados que os puritanos reconheceriam como indolência e preguiça.

“A cultura sedentária que emergiu neste país nos últimos 30 anos teve um efeito devastador na saúde da nação”, disse John McCarthy, diretor executivo da International Health, Racquet & Sportsclub Association, aludindo em parte aos atuais índices alarmantes de obesidade infantil e também ao aumento assustador da diabete adulta, associada ao excesso de peso.

Na semana passada, pelo terceiro ano consecutivo, o grupo patrocinou uma iniciativa (www.getactiveamerica.com) na qual 1.200 academias abriram suas portas para o público por um dia. Simultaneamente, membros da associação foram ao Capitólio pedir a aprovação do Programa de Melhoramento da Saúde da Força de Trabalho, uma extensão dos benefícios de impostos dados para patrões que mantêm programas de exercícios.

“A lei atual permite que as instalações (para exercícios) no local de trabalho sejam deduzidas dos impostos, mas não programas fora do escritório”, disse Brooke Correia, porta-voz da organização.

Isso talvez explique a costumeira aula de Pilates às quartas-feiras nos auditórios certas de corporações. A lei proposta permite que as empresas subsidiem o ingresso nas academias com cortes nos impostos, e, assim, pretende cortar os quase US$ 77 bilhões (em torno de R$ 150 bilhões) gastos anualmente com problemas médicos relacionados à inatividade.

Não faz muito tempo, em 1987, as academias tinham 17,3 milhões de associados nos EUA. Foi nessa mesma época que eu ingressei, na esperança de fazer uma transformação física, de escriba magrela para um homem másculo super-forte.

Muito mudou desde então, tanto culturalmente quanto no tamanho de meus ternos. No início, o objetivo era levantar muito peso. Mas hoje em dia, exceto entre os rappers hipertrofiados como LL Cool J., que recentemente vangloriou-se à Miss Jones, do rádio, dizendo que levantava “três e uns trocados”, esse tipo de levantamento de peso de homem das cavernas perdeu seu apelo. Nada surpreendentemente eu testemunhei uma total alteração dos gostos por certos estilos de corpo nas academias.

“O visual monolítico, que era moda na minha geração, hoje parece antiquado”, disse Michael Manchino, personal trainer de 49 anos cujos clientes incluem o designer Narciso Rodriguez.

Com baixo índice de massa corpórea e um peitoral que lembra os bustos no Monte Rushmore, Manchino disse que muitos o chamam de Rambo quando viaja ao exterior.

“Certa vez namorei um cara que disse: ‘Não quero levantar pesos. Não quero um peito grande como o seu porque não cai bem com as roupas’”, explicou Manchino. E é verdade que Richard Gere de Armani quando fez “American Gigolo” não caberia em um terno de Hedi Slimane para Dior. “Todo mundo agora quer o corpo de um astro de rock dos anos 70, o corpo de ioga, o visual de Jesus”, explicou Manchino.

Bem, talvez nem todos. A vantagem de passar um dia inteiro em uma academia é ter uma oportunidade de observar uma rica galeria de tipos humanos: os ratos de academia com seus peitos orgulhosos e pernas de palito; as montanhas de carne; o hippie de rabo de cavalo solitário, que passa horas pedalando calmamente uma bicicleta inclinada enquanto lê “Within a Budding Grove”; os roqueiros envelhecidos magros cujos rostos parecem relógios de Salvador Dali e jovens rapazes e moças -estudantes da Universidade de Nova York, imagino- no início da idade adulta, com a pele firme, o porte ainda flexível porque as ressacas, o terror dos empréstimos dos estudantes e os pagamentos da hipoteca para apartamentos minúsculos ainda não deixaram marcas em seus corpos ou rostos.

Há também modelos, esqueléticos, perenemente na companhia de um treinador, um tipo de ama de companhia sempre lutando para acender os minúsculos cérebros por tempo suficiente para que levantem pesos de brinquedo e façam alguns abdominais. Há os Hells Angels de pescoços grossos como troncos de árvores, úteis para acomodar as tatuagens de letras góticas da Harley.

O lema corporativo da Crunch Fitness sempre foi “sem julgamentos”, uma filosofia que, de certa forma, é correta (todos esses tipos estranhos de fato parecem se dar bem), mas é também uma ilusão curiosa. A realidade é que ninguém, inclusive os Hells Angels, que entra pela porta da academia não foi julgado e provavelmente condenado por sua própria corte privada no espelho do banheiro.

Claramente, não só as mulheres são afligidas com a paranóia com a aparência. Se a tão alardeada feminização dos homens demonstrou alguma coisa, é que o mundo agora é um lugar onde todos estão livres para ficarem obcecados com barrigas, joelhos tortos ou a cruel piada de Newton sobre o que a gravidade eventualmente faz com os traseiros das pessoas.

Se eu pudesse mudar alguma coisa em mim, mudaria a consciência de meu corpo”, disse o ator em bastante boa forma Josh Holloway, de “Lost”, recentemente na Star, que (aham) peguei ao lado de uma esteira. “Sinto como se estivesse fora de forma sempre”, acrescentou Holloway. “Eventualmente vou ter que parar de tentar ser Brad Pitt em ‘Clube da Luta’. Simplesmente não sou assim, sabe?

“E quem é? Esta é a pergunta que me faço quando passeio pelo andar térreo da Crunch, onde entendo que a maior parte das pessoas que encontramos em uma academia agüenta estar ali. E há algo confortante quando compreendemos que a academia não é axiomaticamente um templo de narcisismo, um local para o solipsista, o solitário e o entediado.

Chamar o lugar de comunitário seria um exagero. Ainda assim, nos limites de uma academia, encontram-se ritmos previsíveis e confortantes, rostos familiares e também hábitos reconhecíveis. É possível saber que horas são quando se vê a chegada dos competitivos, motivados, compulsivos, os tipos que comem omelete de 10 claras toda manhã e para quem este horário é uma oportunidade de levantar enormes pedaços de ferro sem assustar as pessoas em torno. Também é possível reconhecer, nos guerreiros da noite, os funcionários de hospitais, motoristas de táxi ou estagiários em escritórios de advocacia que aparecem depois da meia noite, elementos da necessidade pessoal de encontrar um espaço para trilhar os quilômetros de uma maratona mental.

The New York Times

Durante minhas horas na Crunch Fitness -escolhida por ter perfil demográfico mais racial e economicamente variado do que alguns pontos mais elegantes da cidade e também, devo revelar, porque é onde vou sempre e conheço melhor- fiz como se estivesse montando um quebra-cabeças. Coloquei as bordas primeiro e depois trabalhei para preencher a imagem central.

A floresta de cromo e aço, as paredes de espelhos infinitos, o mural pendurado no teto de animais e pessoas sem corpos, o roxo, amarelo, rosa e prateado que sugerem um porão decorado pelo coelho de páscoa gradualmente preencheram a imagem.

Somente então comecei a identificar os detalhes: um editor de uma importante revista, um arquiteto que fez 200 lojas da Gucci. Na cadeira romana estava James Iha, do Smashing Pumpkins, sensualmente magro, trabalhando as pernas. Esquivando-se amigavelmente estava a atriz Sandra Oh, de “Grey’s Anatomy”.

Dessa vez não consegui ver Matt Damon. Damon é uma peça fácil de encontrar no quebra-cabeça, pois seu jeito de tentar se passar por anônimo é tão estudado que se torna uma forma de ostentação.

“Ele entra com um gorro, cercado de amigos, como se não quisesse que ninguém o visse”, disse Morena Saenz, artista cujo trabalho durante o dia envolve bater bananas, pó de osso e outras substâncias ainda menos apetitosas nos liquidificadores cansados do bar de sucos da academia.

“Não sei para que isso, ninguém está prestando atenção, de qualquer forma”, acrescentou. “Quando Calvin Klein entra, ele simplesmente malha como todo mundo. Ele é discreto e famoso.

“Sua observação ajuda a explicar porque as academias em Nova York são compreendidas como zonas livres de camadas sociais, lugares de nivelação raros em uma cidade onde a maior parte das pessoas passa inúmeras horas avaliando as minúcias de hierarquia e casta.

Na Crunch, pode-se dar de cara com um romancista vencedor de Pulitzer totalmente suado durante a aula de Spinning às 6h45 com Matt Pestorius; ou com um mestre das finanças brincando alegremente ao som das fitas de hip hop de Marc Santa Maria, na aula de Crumpin’ & Clowning’; ou um galã de televisão, dirigindo-se seminu para os chuveiros – que deve ser o motivo pela proibição recente de telefones celulares (com suas câmeras indiscretas) nos banheiros.

A noção de que na academia, pelo menos, todos são iguais deve algo à universalidade anônima dos shorts e camisetas surradas. E isso também, é outra grande coisa da cultura das academias: apesar dos melhores esforços da Polo ou da Dolce & Gabbana, a moda ainda não conseguiu se inserir no ambiente.

“O que eu adoro aqui é que é como a sala da minha casa, e as pessoas que vêm aqui são minha turma, quer eu as conheça ou não”, disse Joshua Suzanne, que passa duas horas, cinco dias por semana na Crunch antes de ir para sua loja de roupas antigas Rags-a-GoGo. Com suas tatuagens de marinheiro, piercing no lábio, costeletas alouradas e Mohawk amorosamente penteado, Suzanne talvez não seja a mais óbvia expoente da academia como um laboratório de ideais platônicos.

Mas ela estava lá na semana passada, exercitando sua filosofia entre séries de exercícios para os braços.

“Todos nós aqui estamos passando por nossas mudanças, ficando gordos ou magros, fazendo plásticas no nariz ou nos seios, ganhando músculos ou não, mudando os corpos ou não, e é tudo meio abstrato”, disse Suzanne. “Mas o que é legal é que há algo maior acontecendo, ou seja, que todo mundo está trabalhando para se tornar melhor.

“Se o ideal é atingível ou não é menos importante do que a busca, disse Suzanne. “O sonho é o que conta”, disse ela. “Se você prestar atenção, pode ver como as mudanças físicas se traduzem nas mentes das pessoas. Estamos todos aqui. E voltamos. Por alguma razão, acreditamos.”

Reduto de pensadores, filósofos, cientistas e poetas, os primeiros cafés da história eram freqüentados apenas pelos homens. Desde seu surgimento nas ruas de Meca, nas primeiras décadas de 1500, esses estabelecimentos de natureza popular e atmosfera alegre convidavam à integração social, favorecendo debates e a troca de idéias entre seus habitués. Alcançaram a Europa no século XVII, reforçando a idéia de sobriedade e clareza propiciadas pelo consumo da restauradora bebida. Os cafés europeus contrastavam com o ambiente escuro das tavernas, onde o consumo de vinho e cerveja conduzia inevitavelmente à embriaguez e muitas vezes à desordem. Como na versão árabe, as casas abertas inicialmente em Londres logo se transformaram em ponto de encontro de homens. Muitos se sentiam à vontade, inclusive para usar o espaço como local de trabalho, e não demorou para que esses estabelecimentos servissem como escritório de negócios. Entre um gole e outro do escuro elixir, servido muito quente, os clientes fechavam contratos e ficavam sabendo das últimas notícias e mexericos envolvendo a vida pública e privada da cidade e muitas vezes até do rei.

Apesar dos vários protestos, especialmente por parte das mulheres, gerados pela novidade e tentativas de bani-las, o café e o hábito de bebê-lo fora de casa, em locais específicos, tornaram-se parte da realidade européia. Os precursores das cafeterias modernas e dos cibercafés rapidamente proliferaram pelas principais capitais. Só em Paris havia cerca de 600 por volta de 1750. Entre eles, um em particular avançou os séculos e preserva um passado que reforça a reputação de ser o primeiro café da capital francesa. Fundado em 1686 pelo siciliano Francesco Procopio dei Coltelli, notabilizou-se por abrir as portas ao público feminino e servir pela primeira vez sorvete, ao lado de outras bebidas da moda como chá e chocolate.

Chamava-se Le Procope. Além dos artistas que costumavam se encontrar no estabelecimento, instalado bem em frente ao teatro da antiga companhia francesa de comédia, acolheu também uma clientela formada por célebres escritores da época.
Piron, Destouches, d’Alembert, Voltaire, Crébillon, Victor-Hugo, Rousseau, Diderot e uma multitude de autores usavam o Le Procope como uma prolífica sucursal da academia literária francesa e ainda como base para discussões de idéias iluministas e revolucionárias. O escritor, filósofo, cientista e político americano Benjamin Franklin, uma das principais figuras da independência de seu país, era outra presença corriqueira, junto com o geógrafo e explorador alemão Alexander von Humboldt. Ao longo de mais de 300 anos, a casa aberta por Procopio testemunhou diferentes momentos históricos, relembrados em fotografias de seus ilustres freqüentadores.

Transformado mais tarde em restaurante e funcionando até hoje no mesmo endereço, no número 13 da Rue de l’Ancienne-Comedie, o venerando estabelecimento é uma prova viva de como o café seduziu a Europa e conquistou o status de bebida da razão.Revista Gula – maio/2006

por Daniel Piza, em O Estado de São Paulo – 7 maio de 2006

A queixa da falta de tempo para ler me parece embutir a noção de que livros são sempre tarefas longas e lentas, que exigem silêncio, paciência e, melhor ainda, férias, para que sejam consumidas de ponta a ponta. Que bobagem. É claro que há muitos grandes livros que são livros grandes, como Dom Quixote ou Guerra e Paz ou Grande Sertão: Veredas, mas há número maior de livros menores, com menos de, digamos, 300 páginas – como, para ficar nos mesmos autores, Novelas Exemplares ou A Morte de Ivan Ilitch ou Sagarana, que sempre é bom ler antes daquelas aventuras radicais.

Se associamos a literatura moderna a catataus de James Joyce, Marcel Proust ou Thomas Mann, podemos também citar obras-primas enxutas como A Metamorfose, de Kafka, e O Coração das Trevas, de Conrad, que têm tudo que é preciso para compreender a modernidade. Além disso, livros extensos vêm sempre divididos em capítulos, justamente para que você leia um ou dois por vez.

Mas o que eu queria dizer é que há formas curtas – poemas, contos, ensaios, aforismos, notas, peças, etc. – que podem levá-lo ao enlevo em minutos ou em alguns dias. Hamlet, quase uma colagem de poemas, seja meu fiador.

Estive pensando nisso enquanto rearrumava os livros nas últimas semanas, feita a reforma no apartamento. Quantos textos curtos reli ao sabor do acaso, à medida que esvaziava as caixas! Coletâneas de aforismos de Oscar Wilde, Bernard Shaw, Nelson Rodrigues. Viagens curtas e intensas com Adorno, Wittgenstein, Barthes. Crônicas de Rubem Braga e E.B White. Poemas de Baudelaire a Ted Hughes. Resenhas de Robert Hughes, cartas de Voltaire, contos de J.D. Salinger. E as miniresenhas de Pauline Kael na New Yorker, que dizem muito mais que textos muito maiores? Nietzsche, aliás, que era um mestre dos gêneros breves (aforismos, odes, fragmentos), afirmava querer dizer em dez linhas o que outros pensadores diziam em dez tomos. Montaigne, pai do ensaísmo moderno, sabia que ser profundo não era ser solene e redundante.

Você não precisa reservar – como para ver um filme ou jogo – duas ou três horas seguidas da sua vida para ter o prazer de uma leitura inesquecível, embora a voz de um mergulho autônomo na Busca do Tempo Perdido se aloje em sua memória de uma forma única para sempre. (Dizem que Rosa, quando embaixador na Colômbia, sumiu certa vez por três dias, em meio a grave crise política; quando voltou, explicou que estava fechado no hotel lendo todos os volumes de Proust.)

E não tem de ser livro: pode ser um bom jornal ou revista, que, ao contrário do que se diz, ajudam a formar, não apenas informar. Só conheço, enfim, outra coisa que dá muito prazer em uma dúzia de minutos… Chega desse discurso de que ler é algo im-por-tan-te, obrigatório, em vez de um entretenimento que não se esgota ao fim do ingresso. Leia o tempo todo, no metrô, na sala de espera do dentista, no banheiro – último castelo do homem, segundo Millôr Fernandes – ou antes de dormir, depois que as crianças se aquietaram. Meia hora aqui, meia hora ali, e numa semana você pode ter visitado séculos, países e pensamentos diversos.

Sempre me perguntam se li todos os livros que tenho em casa. Eu respondo: felizmente não! Há um punhado de livros que, por sinal, faço questão de não terminar, especialmente as memórias, cartas e diários – Casanova, Leonard Woolf, Pepys, Evelyn Waugh. De tempos em tempos leio mais um pouco, saboreando como se um sorvete que nunca vai derreter.

Outro prazer é reler trechos preferidos de um livro que você já leu; eu diria até que esse é o maior dos prazeres de um leitor. Passagens. Suspensões da monotonia. Não se faça de rogado e marque – dobre a orelha, risque a lápis, cole papel amarelo – marque como for essas páginas que o cativaram.

As memórias de Pedro Nava, por exemplo, estão nos dois casos: já li três volumes, faltam outros três. Chão de Ferro, o terceiro, caiu na minha mão quando punha a coleção em ordem na prateleira. Fala-se muito dos dois iniciais, mas Chão de Ferro tem menos enumerações genealógicas e alguns trechos em que a prosa corre exuberante, um banquete de adjetivos digno de Eça: “Eu quis gritar Esmeralda! Esmeralda! mas a voz embargou e eu parei, coração aos coices, num pasmo, num terror (…); olhos, nada mais que olhos, para dois olhos imensos e azuis, dois pés vermelhos de terra, um enxame de sardas, uma cabeleira desamarrada – veneziana, compacta, chamejante – que se estirava, sacudia, a um tempo no ar a um tempo chicoteando as costas, açoitando os ombros, bridando a boca.”

Tampouco é preciso ficar sem dormir para sobrar tempo para ler. Ao contrário: durma bem, durma sete, oito horas, para que sua cabeça esteja concentrada e aguda como café – esse aditivo da inteligência – na hora da leitura; quanto mais se lê, mais rápido se lê, e sem afobação.

E se divirta, jogue fora o peso do compromisso com ajuda de vinhos, canções e paixões, para que no dia seguinte sua memória possa filtrar o que realmente vale a pena.

Não procure tempo para ler, amigo; leia para que o tempo o encontre.

Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…

Minha vida não foi um romance,
Minha vida passou por passar.
Se me amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso… de um gesto… um olhar…

olha o Mario Quintana de novo!

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei…)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar,
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso…

Mário Quintana

A Coisa

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

Mário Quintana

Um dia, descobrimos que se apaixonar é inevitável.
Um dia, percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples.
Um dia, percebemos que o comum não nos atrai.
Um dia, saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom.
Um dia, percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você.
Um dia, saberemos a importância da frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”.
Um dia, perceberemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso.
Um dia, perceberemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais.

Enfim… um dia, descobriremos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito…

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas nossas loucuras…

Autor desconhecido (por mim, pelo menos!)

Para quem é jornalista… para quem conhece um jornalistas… para nunca confiar em um jornalista!

Vale a pena ver o vídeo.

  • Qual é a mais correta definição de Globalização?
    Morte da Princesa Diana.
  • Por quê?
    Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzi italianos, em motos japonesas; a princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros.

E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates), e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente,vendido a você por judeus, através de uma conexão paraguaia.

Isto é, GLOBALIZAÇÃO !!!!

enviado por email pela minha mãe!

Pedro Doria, no Estadão de hoje

Laura é muito sabida e inteligente – mas isto todo pai diz de sua filha. Embora tenha 3 anos e um quê, domina o mouse e aprende a usar seus programas por conta própria, sem que ninguém interfira muito. Isto crianças com acesso a computador desde cedo fazem todas. Laura mexe no computador enquanto vê televisão enquanto veste suas bonecas. Crianças nesta idade não costumam fixar a atenção por muito tempo numa coisa só. A diferença dela para os pais é que continuará neste ritmo de multitarefa para além da adolescência.Maíra é uma amiga: inteligente, atenta, tem tudo para virar uma grande jornalista. Tem 22 anos e vai costurando sua noite conforme ela acontece. Toma uns chopes com os amigos mais velhos às 9 mas já está trocando texto ou falando ao celular para ver o que fará à 1. Está sempre atenta ao que vem a seguir, o importante é manter o ritmo e não deixar um único segundo de tempo sem ação e todos os momentos preenchidos.

A revista Time publicou uma capa sobre esse tipo de mudança faz umas semanas: a primeira geração multitarefa está nas ruas e outras a seguirão. É o rapaz que ouve música enquanto faz o dever de casa enquanto navega pela rede; é a menina que deixa a sala na universidade e de presto saca o celular para ter o que fazer enquanto toma o rumo da próxima aula.

Tem uma coisa bacana na matéria da Time que é rara: não é sensacionalista, não acusa geração alguma de ser uma geração perdida e deformada pela mão massacrante da tecnologia. Só aponta que algo mudou. Sempre fomos capazes de fazer coisas ao mesmo tempo. É possível andar e falar ao telefone. Ou, o exemplo é da revista, descascar cebolas enquanto assistimos à tevê. Mas, para decidir mudar de caminho ou incluir uma cebola mais na receita, aí é preciso interromper a conversa ou se desligar do programa por uns segundos. Ouvir música enquanto se escreve também é possível, mas a concentração vai para um ou para o outro.

Essa capacidade de isolar ruídos para permitir concentração todos temos, é melhor na juventude, com o tempo vai ficando mais difícil. Mas, se treinada, pode ser desenvolvida. Há dez anos, Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple, trabalhava como professor de computador para crianças. Numa conversa ele contou, brilhos nos olhos, que nada o fascinava mais que a maneira como seus alunos liam: pescando palavras-chaves no texto e dando forma a um sentido geral, prontos ao assunto seguinte. De certa forma, o navegar na rede já estimulava isto.

É natural: um livro pede uma leitura linear. Depois da página 33, só existe a 34 e o assunto continua o mesmo. De uma página da web, os caminhos são múltiplos, depende apenas dos links – ou de um novo endereço. E os estímulos de informação não são apenas escritos. É rádio, imagem, mensagens eletrônicas nas ruas. O dinamismo é incrível, e as possibilidades de contato, hoje, são muito maiores.

A Geração M tem capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Segundo David Meyer, diretor do Laboratório de Estudo do Cérebro da Universidade de Michigan, essa capacidade não se traduz em eficiência. E-mail não combina com álgebra. Mas isto é só um estudo, o fenômeno é novo e, embora pareça fazer sentido ao senso comum, não quer dizer que esteja certo. O tempo dirá.

A Geração M se sente inquieta quando há pouco estímulo, quando há pouca ação no entorno. O problema é que trabalho intelectual também cansa e também estressa. Isso não quer dizer apenas ler Nietzsche entendendo: digerir informação diversificada o tempo todo é difícil. E desligar dos estímulos, na cidade, não é lá muito fácil.

Alguns dos educadores entrevistados pela Time sugerem que os pais devem buscar meios para fazer seus filhos desligarem de vez em quando. Que devem também promover momentos de conversa – o jantar, por exemplo, sem tevê, rádio, celular, computador, só comida e família e troca de idéias. O óbvio, afinal.

Mas, nessas horas, dá para ver que não são apenas os filhos, a Geração M, que precisa aprender a desligar vez por outra. Estamos todos no mesmo buraco. O mundo que a tecnologia de comunicação oferece é rico e fascinante como jamais foi. Precisamos é aprender a desligar vez por outra, deixar o tempo passar sem planejamento.

Silêncio é bom!

por Marcelo Maroldi, em Digestivo Cultural

Amor possível: 1. É dito daquele encontro sincero entre dois seres humanos que desejam construir algo de verdadeiro juntos, em regime de cumplicidade.
2. Utopia. 3. O mesmo que fantasia.
(Pequeno dicionário Maroldi do amor)

(…) No meu estágio atual de maturidade, acredito que uma boa história de amor é o que realmente interessa nessa nossa vida. E não é preciso ser muito esperto para reparar que boa parte dos filmes que assistimos, dos livros que lemos, das lendas, das novelas, etc., são histórias de amor, simples e cafonas, recheadas com outras histórias menores, satélites, para que possam prender a nossa atenção. E prendem. Na realidade, não conseguimos fugir do rótulo de animais sentimentais, não nos despimos jamais da necessidade de encontrarmos o amor…, um amor possível. E essa não é uma busca simples.

O amor possível é aquele amor que hoje está em desuso, ultrapassado, gasto como o coração dos que nele acreditam. É buscar por algo cada vez mais raro, menos recorrente, menos encontrado, mas sempre buscado. Um santo Graal praticamente. Ora, se o desejo de todo ser humano é viver um amor de verdade, um amor possível, por que isso está cada vez mais distante? Por que o número de casamentos aumenta em todo o mundo e o de separações também, em proporções até maiores? Por que não é mais um fiasco um matrimônio qualquer durar 2 ou 3 anos? Por que cada vez mais se busca um amor possível e cada vez menos se encontra?

Sim, você deve estar pensando: se eu casar e não der certo, vou buscar um novo amor, um possível, não vou ficar confinado em uma relação infeliz. É verdade, é verdade… Mas, quantas vezes temos que errar até dizer “é esse”! O blogueiro (e poeta) José de Morais pergunta: “por que amar se a perda é tão dolorosa?” Ele dá como certo a perda. E não deve existir ninguém que goste de separações, afinal, quase sempre elas deixam marcas profundas, às vezes cicatrizes para toda uma vida. Ainda mais quando você pensava ter encontrado um amor possível…

Entretanto, pior que perder um amor possível é nunca tê-lo encontrado e desconfiar timidamente que estes só existem mesmo nos filmes ou na televisão. E, então, se você por acaso ficar de cara com ele, é lutar bravamente contra isso, agarrando-se ferozmente a qualquer coisa que possa fazê-lo desistir de embarcar nessa aventura napoleônica. É, porque amar é se aventurar, não há dúvidas.

Amar
é mergulhar de cabeça
sem saber nada
sem saber de nada
ao seu encalço
numa piscina
como um camicase
pulando do último
do mais alto trampolim
de mim
sem asa delta
salva-vidas, pára-quedas
sem perguntar
sem sequer pensar
se lá embaixo
vou encontrar água
ou o ladrilho do vazio?
Armando Freitas Filho

E “se se morre de amor”, como versejou Gonçalves Dias, bom, o jovem Werther morreu, como tantos outros, não concordando com aquele poeta.

(…)

Encontrar um amor possível é ganhar na loteria. É ter a certeza de que você recebeu um presente de um valor inestimável, o qual só poderá pagar tornando-se você mesmo um companheiro de verdade, sendo você também adepto – e praticante – do amor possível. É dividir o pouco que se tem e desejar ter mais apenas para dividir mais. É querer vivenciar em 2 todas as coisas desse mundo. É querer viver no outro, e com o outro dentro de si. É queimar no quintal todos os presentes das outras relações, é esquecer de todas as demais pessoas do mundo, pois somente uma única te interessa. É sair cedo já pensando em retornar, e abrir mão das suas coisas para viver as do casal. É acreditar que viverão juntos para sempre e que cada um fará sua parte para que isso aconteça. É querer ser feliz, ser um casal, amar.

Porém, se é tão bonito assim, por que nossos olhos vêem traições, nossos ouvidos escutam mentiras e nossos corações disparam sem razão no meio da tarde por insegurança, medo, decepção? Por que nosso mundo se tornou um lugar tão frio?, onde amar o outro com toda força da alma é sinal de fraqueza, de submissão, de tolice? Até quando vou presenciar meus amigos romperem casamentos de menos de 3 meses de duração?, ouvir histórias de adultério, ver tantas lágrimas nos olhos dos românticos sofredores, dos poetas e dos bêbados desesperados? Por que, hoje, ser um sonhador e acreditar no amor verdadeiro é se sentir cantando Los Hermanos: “eu preciso andar um caminho só” (bom, “só” não é, mas nessa estrada anda pouca gente, certamente)?

Nas novelas, quando estas estão próximas do fim, casamentos acontecem, filhos nascem e, evidente, os coitados sofredores arrumam bons partidos. Isso é certo!, final de novela até o figurante aparece de mão dada, sorrindo, exibindo seu amor possível. E, nas discotecas, por exemplo, às 3hs da madrugada, somente se observa gente feliz a se beijar, e o cheiro mesclado de tequila, hormônio e perfume (serve sabonete) a se misturar, a invadir o ambiente transformando-o num repositório de milhares de amores possíveis bem ali na sua frente, uma fantástica explosão de amores possíveis. Também quero.

E, andei pensando: por que os que cantam as nossas dores de amor vendem tanto e os que poetizam essas mesmas dores são menos conhecidos que a empregada doméstica do Ronaldinho? Eu, por exemplo, não faço distinção, não acho justo! Eu ouço músicas bregas, tristes, de suicidas, leio todos os poetas (os tristes), vejo os blogs dos desesperados, assisto os filmes onde o casal se separa, um deles morre no final, essas coisas, e, pasmem, ainda acredito no meu amor possível, sabe? Antes eu justificava dizendo que “a culpa era desse mundo agreste que me deu uma alma agreste”, mas, depois que uma menina muito chatinha passou a me plagiar (ao Graciliano, na verdade, mas ela nem sabe), parei. E então, quando eu quero culpar o mundo por ele não me dar o que eu penso que mereço (o meu amor possível), aparece alguém para me puxar a orelha. Ou para me fazer apaixonado novamente, a escrever as minhas sentimentalidades quase juvenis. Se vale a pena seguir?, não o sei, mas é o único jeito de encontrar o que procuro, encontrar o que nem sei se existe, encontrar o meu amor possível.

Esse vai ser a minha programação nos próximos 15 dias…

Café da Manhã
Opção 1 • 1 xíc. (chá) de café com leite desnatado• 2 claras cozidas
Opção 2 • 1 xíc. (chá) de chá de erva (como camomila ou erva-doce) com adoçante• 3 fatias de peito de peru• 3 fatias de queijo magro
Opção 3 • 1 copo (200 ml) de leite de soja light• 1 Polenguinho light

Lanche
Opção 1 • 1 pote (200 g) de iogurte desnatado
Opção 2 • 1 copo (200 ml) de leite desnatado
Opção 3 • 1/2 xíc. (chá) de queijo cottage light

Almoço
Opção1 • salada de folhas verdes à vontade com 1/2 tomate em rodelas• 1 pedaço de frango sem pele grelhado • 1 taça de gelatina diet
Opção 2 • 1 contrafilé ou filé mignon grelhado• chicória refogada à vontade• 1 taça de gelatina diet

Opção 3 • salada de agrião à vontade• 2 col. (sopa) de cogumelos e 1 col. (sobrem.) de requeijão light• 2/3 de lata de atum em água • 1 taça de gelatina diet

Lanche
Opção 1 • 2 fatias de queijo branco
Opção 2 • 1 frozen iogurte diet
Opção 3 • 1 fatia de queijo magro com 1 col. (sobrem.) de geléia diet

Jantar
Opção 1 • salada de folhas verdes à vontade, 1/4 de pepino em rodelas e 6 tomates-cereja com 2 col. (sopa) de vinagre balsâmico• 1 filé de salmão grelhado• 4 aspargos refogados
Opção 2 • salada de folhas verdes à vontade com 1/2 tomate em rodelas • 1 filé de peito de peru ou peito de frango grelhado ou cozido • 1 pires de repolho cozido no vapor
Opção 3 • 3 col. (sopa) de salada de berinjela cozida ? espinafre refogado à vontade• 1 posta de peixe sem pele cozido com molho de tomate ou um filé de peixe grelhado

Ceia
Opção 1 • 1 taça de gelatina diet
Opção 2 • 1 xíc. (chá) de leite desnatado quente com canela e adoçante
Opção 3 • 2 bolas de sorvete light


Exercícios • 20 minutos de musculação e 30 minutos de corrida (4X por semana) • 40 à 60 minutos – é mais bonito do que uma hora!! – de exercícios aeróbicos nos outro dias (vale correr, caminhar, nadar, andar de bicicleta, jogar bola …)

Será que eu sobrevivo?

Comecei – mais uma vez!! – a fazer dieta. Tá.. e qual é a novidade? Nenhuma… Talvez que dessa vez eu leve a sério até o final e volte ao peso que eu tinha antes de ter a Hannah (68 kg).

Comecei um dia depois do meu aniversário (não falei que fiz aniversário??!!). Em uma semana, já foi embora 1 quilinho…

Como eu sou ambiciosa, quero chegar aos 63kg. Será?? Vamos ver!


“Os nascidos em Libra são seres privilegiados
porque são particularmente favorecidos
para viver do amor e da verdade.

Por sobre todas as coisas
são donos da alegria de viver.

O que se leva deste mundo
é o que se conquista lutando o bom combate,
dizem os homens de Libra.

As mulheres não dizem nada.

Fortes de seu silencio,
limitam-se a perturbar o sossego dos homens
com tanta tranqüilidade e beleza.

Pena que se casem demasiadamente cedo
embora sejam em geral os mais felizes.

Este ano Vênus tem as melhores conjunções.

Esplêndidas são as perspectivas
para sapateiros e músicos.

Melhores ainda para os marinheiros.

Secretos deslumbramentos estão reservados
para os que gravam sua dor na madeira
e os que escrevem seus poemas sobre a água.

Previno-te contra o sono
que se alastra ao teu redor.

Tua casa está dormindo,
tua rua está dormindo.

Aprende música em segredo
e desperta a tua praça
com um canto de clarim.”

Thiago de Mello, em “Horóscopo para os que estão vivos”

Next Page »