March 2006


Andei afastada, mas por um motivo justo. Um não, dois! O primeiro, trabalho. Estou trabalhando feito louca. Esse negócio de eleição é uma loucura. Outro… bom o outro e mais justo ainda. Estive em Buenos Aires com o Gustavo e a D. Júlia (a mãe dele).

A cidade é linda! Lógico que para quem gosta de cidades antigas. Tá, admito, a cidade não tem, assim, nada de mais, mas tem um “clima” que a torna especial. Resumindo, o final de semana foi maravilhoso. Aí do lado está a Catedral. eu queria ver as catacumbas (dizem que tem um monte ali embaixo) mas não estava na hora da visita. Fica para próxima!


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Fomos a um show de tango (veja uma foto do show). O jantar foi ótimo e o show foi bem interessante. Mais pela música – Piazzola puro – do que pelo show em si. Mas tenho que admitir que o tango original, aquele que eles dançam nas ruas, é fascinante!

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Ahh!! Tirei até uma foto, eu e o Gustavo, dançando tango!! Coloco ela aqui mais tarde, porque esqueci em casa.

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Agora, preciso trabalhar… Para pagar os creminhos que eu comprei no freeshop.
As outras fotos que eu tirei coloco depois!!

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E pra quem tiver tempo, entra no Flog da Lu! Ela vai gostar de saber que teve mais visitas. O link está aí do lado!

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

por Arnaldo Jabor

O chato é antes de tudo um forte” foi o título de um artigo meu, que abriu polêmica entre chatos e não-chatos. Todos têm medo de sê-lo — inclusive eu. A descoberta básica de minhas pesquisas é que o chato se sabe como tal, mas é movido pela esperança obstinada de um dia se livrar dessa pecha e ser aceito. Nesta utopia ele se gasta e chateia todo o mundo.

Continuo a achar que o chato crônico é, antes de tudo, um carente. Ele precisa de você para viver: sozinho, ele definha como um vampiro anêmico. Há muitos tipos de chatos, sendo o mais famoso, o fundador da estirpe, o célebre chato-de-galochas, cujo nome provém do sujeito que calçava as galochas e saía de casa com chuva torrencial para atormentar alguém em domicílio. Hoje seria o chato on delivery .

Chatos, os há em abundância, como escreveria um chato. Há o sádico, o falador, o masoquista, o chato do elevador, do aeroporto (no aeroporto eles florescem… Naqueles halls que te aprisionam na espera do avião é onde eles te supõem mais indefeso e tolerante. A galeria de chatos está em permanente renovação, com novos tipos que a História vai engendrando. Por exemplo, com o trágico advento da máquina fotográfica dentro do celular (inovação que me soa incestuosa, promíscua como… sei lá… um barbeador elétrico com rádio), eclodiu a multidão dos fotochatos . Por causa desse progresso da Humanidade, sou encurralado nos becos e salões: “Oi… posso tirar uma foto com você?”. Pronto. Lá estou eu abraçado com um bigodudo, sob os olhos debochados dos outros. Claro que a câmera nunca funciona de primeira, até que vem o flash, e o cara some num segundo, com um rápido “obrigado”, como quem rouba minha alma. O chato da foto sempre me deixa carente.

Não quero bancar o famosinho (juro!), mas aparecer peruando na TV dá nisso. O sujeito pensa que é meu íntimo, pois, enquanto ele transa com a mulher de noite, estou olhando da tela, falando do Zé Dirceu.

Outro dia, sofri um assédio inédito: o chato em dupla. Nunca tinha visto. Eles vêm no plural, talvez por causa da explosão demográfica. Eu estava no aeroporto (sempre esse lugar fatal), às oito da manhã, quando eles vieram. Melhor dizendo, foi um de cada vez. Veio um e começou a me inquirir gravemente sobre o Lula, se ele sabia de alguma coisa, se eu sabia se ele sabia… Suando frio, comecei a responder com a boca pastosa, quando surgiu um outro, desconhecido do primeiro. Eis que o novo chato interrompeu o titular da posição com novas perguntas ansiosas, se o PMDB teria candidato e se o Rigotto era melhor que o Garotinho. E aí, deu-se o conflito: os dois começaram a se digladiar na minha frente pelo “direito de pernada”, o direito hierárquico de me encher o saco. “Eu cheguei primeiro, tenho prioridade, sim, não!”. Parei de sofrer e fiquei maravilhado com a rica e bela biodiversidade da espécie .

Ultimamente, cataloguei também o chato autocrítico. Este chega com um sorriso constrangido e confessa: “Eu sei que sou chato… ah ah… mas… será que a gripe aviária vai chegar aqui?”. Imagino-o morrendo de febre, infectado pelo próprio periquito.
Tive também uma experiência dolorosa com um novo tipo: o chato desconcertante, intempestivo.

Andava eu pelo calçadão de Ipanema, quando veio um cara na minha direção sorrindo muito, simpático. Preparei um agradecimento gentil, esperando um elogio, quando ele disparou: “Você precisa parar de dizer besteira na TV, hein!”. E sumiu, no cooper. Esses traumas ao menos nos edificam.

Há também o chato altissonante. Ele me agarra no bar lotado, na fila do cinema e berra: “Cara, eu te adoro! Sou teu fã!”. E bate violentamente nas minha costas, pois em geral são atléticos e em suas palmadelas calorosas há um laivo de punição e vingança. Também há o chato altissonante do contra. Ele pode te esculachar também no meio do bar, entre os sorrisos malévolos dos circunstantes: “Você foi muito injusto com o Sarney e o Garotinho naquele dia…!”. Aliás, os dois tipos de chato podem caber em um só sujeito, o chamado “chato dois-em-um”.
Tenho pensado, com o passar da vida, que há um tipo de chato que nos passa despercebido: o chato que era chato e não sabíamos. Podemos freqüentar o cara anos, e um dia, já velho, descobrir: “Fulano era chato….”. É o chato a posteriori . São tantos… Há o chato arquivista também. O cara é em geral cultíssimo, sério, dedicado e com boas intenções, mas pode te alugar horas porque o texto que você citou de Max Weber não era no livro tal, que o contexto era outro, que a tradução certa de “entzauberung” não era aquela…

Aliás, é espantoso o número de especialistas em bobagens nesse país. Sobre cinema então, conheço gente que fala do maquiador de “My fair lady” ou da vida sexual de Fritz Lang por horas… A propósito, há um chato infalível, o chato cinéfilo mal orientado, que só gosta de filme ruim. Eu posso xingar até Alá que terei menos inimigos, mas não posso criticar um filme de seu coração. Uma vez, quando narrei o Oscar (oh… infausto momento…) ousei dizer que achava o Robin Williams um canastrão. Pra quê? Choveram tijolos de e-mails na Globo, exigindo minha cabeça ao Dr. Roberto.

Há chatos do bem e do mal, mas todos se encontram no infinito.

O chato gosta de ver teu sofrimento, por isso, não adiantam respostas malcriadas, resmungos pálidos. Ele gruda mais. Nem adianta fingir simpatia, na esperança de que ele parta. Não há solução, se bem que a reza ajuda. O chato está falando, e você ali lembrando do “Credo”. Te acalma como um mantra, e Deus pode vir em tua ajuda.

Outra técnica que funciona razoavelmente é chatear o chato. Seja o chato do chato. Ele pergunta: “Por que você não volta a fazer cinema?”. E você retruca: “O que você está achando do PMDB?”.
O Tom Jobim, uma das maiores autoridades em chatos de todos os tempos, me ensinou um truque que proclamava infalível: “Use óculos escuros. O chato fica desorientado, pois ele adora ver o próprio rosto refletido em teus olhos desesperados”. Grande Tom — que saudade…

por Arnaldo Jabor – Jornal O Globo em 21/03/2006

 A vida anda uma correria. Mas cá estou eu de novo, para alimentar o meu bloguinho!
Hoje, mais uma vez, quem me inspirou foi minha amiga Gabi, com sua linda Júlia. Sabe, gente, ela começou a gatinhar!!!!!

Pois é, eu acompanho a vida da Júlia pelo email. Deve fazer uns seis meses que não a vejo pessoalmente, mas a Gabi não deixa a gente de fora da vida da Juju.

Sou diferente da Gabi. Vibro com as descobertas da Hannah, mas em silêncio. Guardo para mim, quase em segredo, todas as pequenas alegrias. É são estilos diferentes…

Acho que sou mesmo é uma egoísta. Quero todas as alegrias da Hannah pra mim.

Que feio, né?

“A verdade é feia, mas temos a arte para não sucumbir a ela”
Nietzsche

Tenhas sempre presente que a pele se enruga,
o cabelo embranquece,
os dias convertem-se em anos…
Mas o que é importante não muda;
a tua força e convicção não têm idade.
O teu espirito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada,
há uma de partida.
Atrás de cada conquista,
vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva,
sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias,
volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas…
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não consigas correr através dos anos, trota.
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!

por Madre Teresa de Calcutá

Como sempre…

… Marta Medeiros…

As escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”. Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. Se é a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia. Não se pode ter tudo.

No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha. Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Correr de kart ou entrar para um convento? Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas.

No way.

Por isso é tão importante o auto-conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.

Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Quanto menos a gente errar, melhor.

“Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata. ” Drummond de Andrade” Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro.

por Martha Medeiros

A autora é desconhecida, mas faço minhas as palavras dela.

E deixo esse recado para a minha garota.

Desabafo

São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando até. Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro. Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro para funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher, e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus…

A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária. Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre “vamos conquistar o nosso espaço”. Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo ao seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos…, que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei. Por quê, me digam, por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o “macharedo”? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo.

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas.

Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações.

Viramos supermulheres, continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

Chega!, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela – ai, meu Deus, 7h 30min, tenho que levantar!, – e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés para cima e diga: “meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?”, descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu estou ironizando? Estou falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna… Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

Todo mundo, em algum momento da vida se sente só. Solidão de idéias, de pessoas, de carinho. Mas, afinal, o que é solidão?

SOLIDÃO

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
… isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
… isto é saudade .

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…
… isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…
… isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
… isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

de Fátima Irene Pinto

É só na quarta…?!?!! Convenhamos, nosso dia é todo o dia! E para lembrar disso…

Mulherão

Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos.

Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1m e 80 cm, siliconada, sorriso Colgate.

Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas:Vera Fischer, Malu Mader, Leticia Spiller, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para fila garantir matricula na escola, é aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega e que, de manhã bem cedo já esta de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e a tarde, trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres notas 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão, na verdade, é quem mata um leão por dia!

Martha Medeiros, escritora

A medida que avança a idade, valorizo muito mais as mulheres com mais de 30 anos. E aqui estão algumas das razões:

1. Uma mulher com mais de 30, nunca vai te acordar no meio da noite prá perguntar com o que você está sonhando… Simplesmente porque não lhe interessa com o que você está sonhando.

2. Se uma mulher com mais de 30 não quer assistir um jogo de futebol, ela não fica reclamando e andando em círculos no meio da sala. Ela simplesmente vai fazer algo que ela quer fazer, com grandes chances de ser muito mais interessante.

3. Uma mulher com mais de 30 se conhece o suficiente para estar segura de si mesma, para saber o que quer, para saber quem quer. São poucas as mulheres com mais de 30 que se importam com o que você pensa delas.

4. Uma mulher com mais de 30 já tem completa a sua cota de relações “importantes” e “compromissos”. A ultima coisa que quer, na sua vida, é outro amante possessivo.

5. As mulheres com mais de 30 são superiores. Nunca dão uma baixaria no meio do restaurante. Se você aprontou alguma, ela certamente pode até te acertar um tabefe, mas em regra simplesmente te abandonam e depois não te querem ver nem pintado (por mais que você implore desculpas e diga que está arrependido).

6. As mulheres com mais de 30 geralmente são muito carinhosas e te elogiam muito. Elas sabem – por já terem vivido isso nas relações “importantes” e nos compromissos” – como é desagradável que a pessoa de quem gostamos não seja carinhosa e cuidadosa.

7. As mulheres com mais de 30 tem segurança o suficiente para te apresentar as suas amigas. Uma mulher mais jovem, quando está com você, pode ignorar a existência da sua melhor amiga.

8. As mulheres com mais de 30, independentemente da sua área de atuação, acaba se tornando meio psicóloga: você não precisa confessar os seus pecados, porque elas sempre sabem.

9. Uma mulher com mais de 30 fica absolutamente linda com um batom vermelho.

10. Uma mulher com mais de 30 é honesta e direta: lhe dirá que você é um completo imbecil, se pensar mesmo isso de você.

11. Há muitas coisas legais pra dizer das mulheres com mais de 30 e pelas razões mais diferentes.

Mas lamentavelmente isso não é recíproco: porque para cada mulher com mais de 30, inteligente, bem sucedida, atraente, charmosa, bonita e sexy tem um homem com mais de 40, gordo, largado, se achando (?) com uma mulher de 18 do lado.

Fonte: dizem que foi escrito por um homem!