Do Blue Bus

Aproveitando a notícia sobre as primeiras impressoes do Kindle no sabado aqui mando pra vocês a incrível ‘coincidência’ das capas da Época de outubro de 2009 e da Newsweek de novembro de 2007.

Do El Pais
por Juan Cruz

Lo que pasa con los brasileños es que se ríen. Un día le pregunté a Fernando Henrique Cardoso, el ex presidente, sobre cómo estaba su país, y dijo: “Mal, pero los brasileños no lo saben”. Decía Stefan Zweig que Brasil es el país del futuro. Y el malvado añadió: “Y siempre lo será”. Pero se ríen. Cuando Madrid llevó a Dinamarca su propuesta olímpica no contaba con eso, que Brasil se ríe, y Río es la capital de la risa, hasta en el nombre. Río. Y la risa es contagiosa. ¿Y Madrid se ríe? Madrid tiene el ceño fruncido ahora. ¿Por la crisis? Por el malhumor, que ya parece una coraza congénita. Cuando la acaben, decía Benedetti, vuelvo. Y mientras no se acabe, que se ría un poco, por lo menos.

¿Y a qué viene esto, ahora que ha pasado tanto tiempo desde que Río ganó la batalla? Viene a que está en España, recibiendo un premio que quizá no salga en los telediarios, el hombre que personifica esa manera tonificante de ver la vida, Ziraldo. Ayer le dieron el Premio Quevedo en la Universidad de Alcalá de Henares. Y se lo han dado porque ha estimulado durante años la risa de los brasileños dibujando a un niño que es como él, pero más chico.

América ha dado al menos dos filósofos dibujados en el siglo XX, entre otros. Una es Mafalda, de Quino, el argentino, y otro es Maluquinho, de Ziraldo. Lo ha dibujado durante decenios en Copacabana, debajo de unos quinqués antiguos, sentado ante una caipirinha. Es, por decirlo así, el Vinicius de Moraes del dibujo, y es querido como Pelé. Su personaje representa al muchacho alocado pero noble que cruza esas playas de Río haciendo ruindades y repartiendo risa.

Cuando Brasil no tenía de qué reírse tenía O menino Maluquinho. En España tenemos gente así, que hizo reír en las épocas oscuras. Como ahora parece que oscurece, a lo mejor sería el momento de revolver las videotecas para sacar aquellos tiempos en que Tip y Coll nos hacían reír con un vaso de agua. No cuesta nada reír, pero a veces cuesta tanto hacer reír. Ziraldo lo consiguió en Brasil, y por eso le han premiado en este adusto país que sólo se ríe si el otro se cae.

Cartas pessoais, cadernetas de resistência, bilhetes dos deportados, fotos, mapas e outros documentos foram reunidos pelo historiador Jean-Pierre Guéno no livro “Paroles de l’ombre” (Palavras da sombra – tradução livre), da editora Les Arènes.

O interessante do livro é que as cartas são reproduções em envelopes, os mapas são reais. Você pode abrir uma caderneta de racionamento, ver e abrir um envelope e retirar a carta. Fenomenal.

Veja o vídeo aqui.

Fonte: Le Nouvelobs

Da Veja.com

(Foto: Divulgação)

Miúdo, astuto e narigudo. Asterix, o herói gaulês dos quadrinhos, é conhecido por se envolver em aventuras divertidíssimas ao lado do amigo grandalhão e desajeitado Obelix. Com ou sem a ajuda da poção mágica preparada pelo druida Panoramix, os personagens já venceram difíceis obstáculos juntos, muitos deles impostos pelo imperador romano Júlio César. A série, criada em 1959 pelo roteirista René Goscinny e o desenhista Albert Uderzo, chega aos 50 anos como um dos maiores sucessos dos quadrinhos.

Desde a morte de Goscinny (1977), Albert Uderzo, hoje com 82 anos, é o responsável pela continuidade de todos os projetos. “Trabalho com uma equipe valiosa há mais de vinte anos e tenho outros desenhistas para me ajudar”, conta. “O grupo Studio 56, situado no norte da França, se ocupa de colocar cores dos livros, já que sou daltônico desde jovem”.

Nesta quinta-feira, Uderzo lança o livro comemorativo L’Anniversaire d’Astérix et Obelix, le Livre d’Or. Nesta entrevista, ele relata um pouco de sua trajetória e de Asterix.

O senhor começou a desenhar muito cedo. Sempre quis trabalhar com quadrinhos?
Aos 10 anos, gostava muito de desenhar as fábulas de La Fontaine, e minha professora me considerava muito talentoso. Porém, eu era muito novo, e não me dava conta. Quando completei 14 anos, queria seguir os trilhos do meu irmão mais velho, um especialista em mecânica, pois tinha muita admiração por ele. Eu também era apaixonado pelos motores dos carros. Durante nossas férias, no entanto, convencido de que eu realmente tinha talento para o desenho, meu irmão me conseguiu um estágio numa editora. Ele disse: “Você ficará melhor aqui”.

Albert Uderzo, em 2009, depois de receber homenagem em Bobigny.O senhor é autodidata?
Nunca fiz escola de desenho ou cursos para aprender a desenhar. Quando me propus a isso, o ambiente me fez fluir. Fiz estágios e mais estágios e ganhei vários concursos. Eles me permitiram entrar nas editoras onde tive a chance de encontrar os grandes do desenho da época, que foram muito gentis e acessíveis.

Quais foram suas principais inspirações?
Muito rapidamente me tornei apaixonado pelos quadrinhos, inspirado pelos desenhos de Raymond Poïvet e [Edmond-François] Calvo e os super-heróis americanos. Mickey me fascinava, e Walt Disney, mais ainda. Eu queria me transformar no Disney de Bobigny!

Antes de Asterix, o senhor desenhou diversos personagens. Por que logo ele tornou-se um dos maiores heróis dos quadrinhos franceses?
Nunca conseguimos explicar as razões do sucesso dessa série. Antes, havíamos criado outros heróis, como Oumpah pah, com os mesmos ingredientes e o mesmo desejo de fazer rir. Porém, não funcionou. Quando Oumpah pah caiu para o último lugar entre as melhores séries de HQs, fomos obrigados a desistir dela. Em contrapartida, Asterix nos ocupava cada vez mais. Hoje, cinquenta anos depois, ele continua a divertir todas as crianças do mundo, e é um grande orgulho para mim comemorar este aniversário com os leitores, que não são apenas os pequenos franceses.

Quais características do personagem lhe dão esse caráter universal?
Seu nariz enorme, talvez! (risos) Brincadeira. Imagino que os valores dos personagens da série são comuns a todos os povos: a resistência, a coragem, a astúcia, o gosto pelos prazeres simples da vida, a amizade. Como Asterix, todos os habitantes da sua vila compartilham desses valores. Desejam tranquilidade e paz. É a vida dos sonhos de qualquer pessoa, imagino. Além disso, todos gostam de rir.

Obelix, companheiro inseparável de Asterix.A mistura entre história e ficção também pode ter contribuído para esse sucesso e abrangência?
Nunca tivemos a pretensão de fazer uma série pedagógica. Sempre dizia que, se não pudéssemos ganhar dinheiro, gostaríamos pelo menos de rir. E isso acontece todos os dias! René tinha um senso de humor único!

Como foi a escolha do cenário, a Gália dominada pelos romanos?
Na verdade, tínhamos imaginado uma outra série, mas, no último minuto, vimos que a ideia já estava desgastada. Tivemos pouquíssimo tempo para imaginar outra coisa e, repassando os diferentes períodos da História francesa, decidimos parar no galo-romano. Os críticos costumavam dizer que René tinha um humor exageradamente intelectual e que eu fazia desenhos grotescos. De fato, nós não documentamos muito mais do que isso. As guerras gálicas foram apenas nossa inspiração inicial.

Seu parceiro, René Goscinny (1926-1977), morreu muito novo.
Sim, René tinha apenas 51 anos quando se foi e estava em boa forma. A notícia me abalou muito e entrei em uma depressão profunda. Fazia 26 anos que trabalhávamos juntos, foi como perder um irmão. Como se não bastasse, a imprensa me deu um golpe final, declarando a morte também de Asterix. Demorei dois anos para pegar de novo no lápis, quando decidi abrir minha própria editora [Editora Albert René, em 1979], para proteger o nosso personagem. Foi uma aposta completamente louca, mas graças a demonstrações de amizade e de encorajamento por parte dos leitores, me relancei à aventura.

Quais foram seus principais desafios?
Igualar tamanho humor e continuar a satisfazer os leitores. Não tenho mais o mesmo ritmo que tinha ao lado de René, mas o método de trabalho não mudou tanto. Começo sempre pelo roteiro e, quando ele está pronto, me lanço aos desenhos, pensando a cada segundo em meu amigo René e naquilo que ele poderia pensar de uma piada ou outra.

O senhor conta com assistentes? Como é feita a divisão das tarefas?
Trabalho com uma equipe valiosa há mais de vinte anos. Desde que criei a Editora Albert René, recebi os direitos de exploração do personagem e pude criar produtos derivados da série. O trabalho começou a se acumular, e foi preciso encontrar ainda outros desenhistas para me ajudar. Também conto com o apoio do grupo Studio 56, situado no norte da França, que se ocupa de colocar cores dos livros, já que sou daltônico desde jovem.

No site oficial de Asterix, é possível jogar e aprender mais sobre os personagens e as histórias. Como os quadrinhos podem tirar proveito das interações oferecidas pela internet?
Confesso que é um universo pouco conhecido para mim, então confio completamente na minha equipe responsável por esse domínio. Para a minha geração é natural não se servir dessa ferramenta, mas isso não me faz menos interessado pelas possibilidades que oferece. De todo jeito, digo que é preciso ter cuidado para não desvirtuar os quadrinhos. Nada substitui o prazer de ter um livro de verdade nas mãos. Isso as telas do computador nunca poderão oferecer.

O que o senhor pode nos adiantar sobre o novo álbum?
É uma comemoração dos cinqüenta anos de Asterix. Imaginei para a ocasião um apanhado de histórias curtas que respondessem ao mesmo tema: a preparação da festa. Ao longo de suas diversas viagens, nossos dois guerreiros (Astérix e Obélix) reencontram vários amigos.

Os fãs podem esperar um outro livro depois deste?
Só o futuro nos dirá. Se eu tiver a sensação de que tenho uma boa ideia, é certo que sairá um novo livro.

Do Nouvelobs.com

Un nouvel album ce jeudi, des spectacles et des expositions, marquent le 50e anniversaire d’Astérix et de sa bande de Gaulois.

Couverture du 34 eme album des aventures d'Astérix, "Le Livre d'Or". (DR)

Couverture du 34 eme album des aventures d’Astérix, “Le Livre d’Or”. (DR)

Déjà 50 ans et le ciel ne leur est pas encore tombé sur la tête. Toujours aussi irréductibles, Astérix et sa bande de Gaulois fêtent leurs cinquante ans avec un 34ème album qui sort jeudi 22 octobre, “L’anniversaire d’Astérix et Obélix, le livre d’or” (Ed. Albert René), à quelques jours de l’anniversaire. Albert Uderzo, l’un de ses auteurs avec René Goscinny, réalise à cette occasion un recueil d’histoires courtes qui sortira simultanément dans quinze pays, avec un tirage pharaonique de 3,5 millions d’exemplaires, dont 1,1 millions pour la France. “J’ai voulu faire en sorte que tous les personnages qui sont apparus dans ces albums puissent réagir à cet anniversaire”, a expliqué le dessinateur qui a repris seul la série après la disparition du scénariste René Goscinny en 1977. En effet, chaque personnage phare de la BD cherchera une idée de cadeau ou adressera un message à Astérix et Obélix.

Un succès immédiat

Le scénariste de la bande dessinée René Goscinny (D), le père d’Astérix, le dessinateur Albert Uderzo, se serrent la main le 16 novembre 1967 à Paris devant une image d’Astérix.(AFP)

C’était le 29 octobre 1959, Astérix Gaulois aux moustaches jaunies, apparait dans le numéro 1 du journal Pilote. Deux mois plus tôt, dans un immeuble HLM de Bobigny, René Goscinny et Albert Uderzo imaginent les Gaulois : un petit, un gros, un chef de village, un druide, un barde… Deux ans plus tard, le premier album est publié à 6.000 exemplaires. Le succès est immédiat. Astérix et ses Gaulois entrent dans la vie des Français et l’hebdomadaire L’Express titre en septembre 1966 sur “Le phénomène Astérix”.

Symbole de fierté

Goscinny, issu d’une famille d’origine juive polonaise, et Uderzo, le fils d’un couple d’immigrés italiens, ont créé une mythologie française. Dans la France des années 1960 qui a porté le général de Gaulle au pouvoir, Astérix devient le symbole de la fierté retrouvée, du petit qui refuse de se soumettre et résiste aux puissants. Un ou deux albums paraissent alors chaque année et la série quitte peu à peu le créneau méprisé de la BD pour enfants pour toucher le grand public. C’est l’époque de “La serpe d’or“, du “Tour de Gaule“, d’”Astérix et Cléopâtre” et des premiers films d’animation. A partir de 1967, le premier tirage de chaque album dépasse le million d’exemplaires.

107 langues et dialectes

En 50 ans, plus de 325 millions d’albums d’Astérix ont été vendus dans le monde et la série a été traduite dans 107 langues.(Sipa)

Et le plus étonnant, c’est que ça marche aussi à l’étranger. En 50 ans, plus de 325 millions d’albums d’Astérix ont été vendus dans le monde et la série a été traduite dans 107 langues et dialectes. Pour son 50è anniversaire, le quotidien El Mundo a publié un dessin humoristique représentant le fameux banquet gaulois. Avec dans un coin la tête du président du Conseil italien Silvio Berlusconi qui s’exclame : “Une fête sans filles ? Ils sont fous ces Gaulois”.
Un succès phénoménal, qui a bien failli prendre fin en novembre 1977, avec la mort subite de René Goscinny, le scénariste qui incarnait l’”esprit” Astérix avec ses formules magiques – “Ils sont fous ces Romains !”, “Non, je ne suis pas gros…” – qui restent dans toutes les têtes.
Albert Uderzo décide alors de reprendre seul la série et rajoutera en 30 ans dix titres à la collection. Avec de belles réussites, et ce qu’il considère lui même comme un ratage, “Le ciel lui tombe sur la tête” en 2005.

Un business lucratif

Le Parc Astérix, qui a fêté ses 20 ans en mars, fut le premier grand parc de loisirs à voir le jour en France, avant même Disneyland, prolongeant le succès de la BD dans une nouvelle activité lucrative. Véritable “machine à cash” pour les spécialistes du tourisme, le parc du guerrier moustachu a pu s’enorgueillir “pendant longtemps de la rentabilité la plus forte du secteur”, avec trois à quatre millions d’euros de bénéfices chaque année. A la fin des années 1990, le cinéma relance même la série avec trois longs métrages, dont “Mission Cléopâtre“, qui rassembleront plus de 60 millions de spectateurs dans le monde.

Sylvie Uderzo sème la zizanie

Sylvie Uderzo(Sipa)

Le phénomène Astérix suscite bien sûr les convoitises et les propositions affluent pour reprendre la série. Fin 2008, Uderzo décide de vendre à Hachette Livres les éditions Albert René qu’il a créées en 1979. Astérix quitte alors la rubrique BD pour la chronique judiciaire, le temps d’un douloureux conflit entre le dessinateur et sa fille unique Sylvie sur les conditions de la vente.
En vendant à Hachette Livres, Albert Uderzo, qui est âgé de 82 ans, a également accepté que les aventures d’Astérix se poursuivent après sa disparition. Il a même mis deux dessinateurs sur le coup, Frédéric et Thierry Mébarki qui travaillent avec lui depuis plus de 25 ans. Reste à trouver le scénariste qui relèvera le défi.

(Nouvelobs.com)

Da Agência Lusa

São Paulo, 21 out (Lusa) – O Brasil deve evitar o nacionalismo e o triunfalismo alimentados pelo clima de otimismo após diversas notícias positivas, como a superação da crise e a escolha para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, alertaram acadêmicos brasileiros.

“Vivemos um momento positivo, com o enfrentamento da crise, mas há um certo exagero, um clima de ufanismo que deve ser evitado”, disse à Agência Lusa a professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Maria Lúcia Pádua Lima.

Segundo Pádua Lima, a superação da crise e a escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 são conquistas que devem ser atribuídas a vários governos, não apenas ao presidente Lula.

“Isso não é obra de um único governo, mas resultado de um trabalho longo, de uma política de Estado (do Brasil) que vem se mantendo nos últimos anos”, frisou.

A título de exemplo, Pádua Lima citou que um dos “marcos” do recente protagonismo internacional do Brasil aconteceu no lançamento da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, no Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Brasil assumiu naquele momento uma posição de liderança do grupo de países emergentes, posição essa que foi sendo reforçada ao longo dos últimos anos”, disse.

Pádua Lima acredita que o “exagero” do otimismo, alimentado pela retórica de Lula e pelas campanhas publicitárias oficiais, é resultado da antecipação da campanha eleitoral das presidenciais de 2010, no Brasil.

“O protagonismo internacional do Brasil ocorre, mas não precisamos exagerar demais e nem negar os avanços”, afirmou a professora da FGV.

O cientista político Sérgio Fausto, coordenador de Estudos e Debates do Instituto Fernando Henrique Cardoso, também alerta para o clima de “triunfalismo”, num recente artigo publicado na imprensa brasileira.

“Há boas e sólidas razões para ser otimista no Brasil de hoje. Não menos sólidas, porém, são as razões para evitar o triunfalismo, tanto mais quando surge acompanhado da revalorização anacrônica do Estado empreendedor”, afirmou.

Um dos perigos, segundo Fausto, é o aumento dos gastos públicos com obras de infra-estruturas para a “realização dos dois maiores eventos desportivos globais (Mundial de Futebol de 2010 e Jogos Olímpicos de 2016) no intervalo de apenas dois anos”.

“Alguém supõe que a iniciativa privada será capaz de realizar os investimentos necessários? Existe quem creia que não serão imensas as pressões para que o investimento público não apenas tome a dianteira, mas também cubra toda e qualquer lacuna deixada pelo investimento privado?”, questionou.

“Nem sempre as respostas são óbvias e fáceis, mas é preciso enfrentar as perguntas. O triunfalismo nos cega para a importância das próprias perguntas”, escreveu.

Para ele, “é hora de pôr a bola no chão”. “Não para cair na retranca, mas para podermos jogar o nosso melhor jogo. E vencer os muitos desafios que temos pela frente”, acrescentou.

Piano stairs – TheFunTheory.com – Rolighetsteorin.se

Quais são as razões para que House tenha se tornado uma série de TV tão assistida e popular? Leia a seguir o texto escrito pelo jornalista Arthur Dapieve, colunista do jornal O Globo e fã de House, para o blog. Por Arthur Dapieve(*)

Foi minha filha quem me aplicou House, ainda na época da segunda temporada. Era uma tarde de domingo, eu sentei do lado dela no sofá, vi o rosto de Hugh Laurie – que eu conhecia desde os tempos de A bit of Fry and Laurie, humorístico que ele teve com Stephen Fry na TV inglesa – e em duas ou três falas cortantes eu já estava completamente viciado, sem cura à vista. Felizmente. Mas minha filha talvez tenha ido mais longe: está pensando seriamente em fazer vestibular para Medicina…

Não é muito difícil, acho, explicar por que House se tornou a série de TV mais vista no mundo. Séries médicas, há muitas, das bem dramáticas às cômicas, passando pelas fantásticas, que se misturam com histórias de terror. Porém, House é a que, ao meu ver, trata de modo mais inteligente daquilo que realmente interessa: do nosso temor da dor e da morte. O próprio doutor vive em dor física, por causa do acidente na perna. Os outros médicos da sua equipe e a Cuddy tentam tornar as suas vidinhas menos dolorosas e mais cheias de sentido. E os pacientes, claro, eles não querem sofrer mais ou morrer.

Há outra forte razão para a popularidade de House. É o personagem construído por Laurie. Ele usou a sua sólida formação de ator inglês, somou a seu jeito para comédia e criou um sujeito que, embora seja único, tem ao menos um pouco de cada um de nós, um pouco que nem sempre estamos dispostos a admitir que exista. Ah, ele é sarcástico? Quantos de nós não gostariam de mandar na lata de alguém aquelas respostas grosseiras e engraçadas? Ah, ele é um misantropo? Quantos de nós já não odiaram a Humanidade, sobretudo em filas de banco, caixas de supermercado, lojas de departamentos, ligações do telemarketing? De certa forma, então, House pensa, fala e age por nós. Por isso, ele é nosso (anti)herói.

E é por isso tudo que, a cada início de temporada, a gente fica torcendo para que as coisas mudem _ para elas poderem permanecer as mesmas (e nós também). Afinal, como House vive dizendo, people don’t change.

(*) Arthur Dapieve é colunista do jornal O Globo, curador da Rádio GNT e professor de jornalismo na PUC-Rio.

Da Veja.com

Um estudo recente, publicado na última edição da revista científica New Scientist, desenhou o novo perfil da mulher do futuro: mais baixa, mais gorda e mais fértil do que a de hoje em dia.

O novo modelo feminino é previsto com base na maneira como o processo evolutivo atua nos seres humanos. Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale e outros cientistas trabalharam com o histórico médico de mais de 14.000 moradoras da cidade de Framingham, em Massachusetts (EUA), desde 1948.

O objetivo era avaliar se as diferenças na reprodução podem selecionar os humanos com maior aptidão e seus genes e qual a força dessa seleção natural para moldar características fisiológicas.

A equipe estudou 2.238 mulheres após a menopausa, cruzando os dados com suas vidas reprodutivas. Foram testados altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras informações referentes ao número de filhos que elas tiveram.

Constatou-se, então, que mulheres pequenas e mais gordas eram mais propensas a ter mais crianças, em geral, mais altos e mais magros. Pacientes com colesterol e pressão baixos tiveram mais filhos e entraram na menopausa mais tarde. As mesmas características ainda foram passadas para suas filhas e as demais gerações.

Segundo Stearns, se essa tendência persistir por dez gerações, a mulher do ano 2409 será, em média, 2 centímetros mais baixa e 1 quilo mais pesada, seu primeiro filho nascerá cinco meses mais cedo e ela entrará na menopausa dez meses mais tarde, na comparação com as habitantes femininas do mundo atual.

Evolução – De acordo com a New Scientist, a pesquisa da equipe de Stephen Stearns pode ser vista como “a mais detalhada medição da evolução humana atual”, por trabalhar com avaliações diretas do sucesso reprodutivo – ao contrário de levantamentos anteriores, feitos a partir de diferenças geográficas nas frequências de genes.

Do Estado de S. Paulo – Espaço Aberto – 15/10/2009

“O povo não quer migalha, nem cesta básica, nem esmola.” Foi assim que, em 1999, Lula denunciou o Bolsa-Escola de FHC. Uma conversão completa demandou apenas três anos: na campanha que o conduziu à Presidência, Lula anunciou o Fome Zero, do qual surgiria o Bolsa-Família. O PSDB, por sua vez, exibiu-se aos eleitores de 2006 como um partido sem rumo que oscilava entre a proposta paternalista de condicionar efetivamente a concessão do benefício à frequência escolar das crianças pobres e a proposição suicida de criar “portas de saída” para os beneficiários do programa.

Há pouco, posicionando-se para a campanha de 2010, os tucanos fizeram a sua própria conversão: enterraram as críticas, diagnosticaram o Bolsa-Família como uma continuidade da política social de FHC e prometeram ampliá-lo ainda mais. Todos, agora, estão ansiosos para emitir cheques visados a potenciais eleitores.

O Fome Zero nasceu como um programa de distribuição de cupons alimentares, não de dinheiro. O Lula triunfante de 2003 proclamou que 44 milhões de famélicos aguardavam, em silencioso desespero, um gesto salvador de seu governo. Seu ministro do Combate à Fome, o agora esquecido José Graziano da Silva, exibiu a nova política como o marco zero de uma revolução que uniria a reforma agrária, o florescimento da agricultura familiar e a garantia da segurança alimentar. Num país encantado pela ascensão do retirante nordestino ao palácio dos palácios, poucos ousaram apontar a natureza farsesca daquele discurso.

No Brasil, a fome aberta é um fenômeno marginal, escrevi em outubro de 2002, acrescentando que a pobreza se manifestava essencialmente como carência de renda. O artigo concluía que o programa de Lula “fornece um poderoso instrumento de manipulação política para as elites e oligarquias regionais”. A alternativa proposta era algo como o Renda da Cidadania, defendido pelo senador Eduardo Suplicy. Previsivelmente, os áulicos acadêmicos do lulismo acusaram-me de sabotar o programa da redenção dos miseráveis. Entretanto, as pesquisas do IBGE logo evidenciaram que a subnutrição se confinava a uma franja diminuta da população – e o governo inventou o conceito, tão patético quanto efêmero, de “fome gorda”.

Graziano da Silva durou apenas um ano. Seu Ministério foi englobado pela pasta do Desenvolvimento Social e o programa de distribuição de cupons alimentares deu lugar ao Bolsa-Família, que distribui dinheiro vivo. A nova política nasceu pela unificação e expansão de programas sociais de FHC – e, naturalmente, os porta-vozes do oficialismo nas universidades fingiram, sem corar, que não ocorrera nenhuma ruptura entre o projeto da salvação pela cesta básica e o programa da redenção pelo cheque.

O dinheiro distribuído pelo Bolsa-Família é utilizado, prioritariamente, para cobrir custos de transportes e na aquisição de materiais de construção e eletrodomésticos. Nada há de surpreendente – nem de errado – nisso. Em sucessivos atos falhos, Lula renegou sua acusação original de que os cheques do governo constituem esmolas e crismou os críticos como defensores da transferência “para os ricos” do dinheiro “que a gente está dando para os pobres”. As palavras do presidente escancaram tudo o que existe de desprezível no modelo atual do Bolsa-Família.

É um equívoco teórico e uma narrativa política retrógrada explicar a reeleição de Lula como fruto do Bolsa-Família. A vitória do presidente refletiu o ciclo de expansão da economia mundial, o crescimento econômico brasileiro, os aumentos do salário mínimo e da renda dos trabalhadores – e a incompetência do candidato oposicionista. O cheque do governo produziu votos, mas representou um fator subsidiário no resultado final. Contudo, numa democracia séria, mesmo isso seria intolerável.

A reviravolta pré-eleitoral do PSDB atesta a natureza deletéria do Bolsa-Família. Os tucanos descobriram que, no caminho rumo ao poder, não é eleitoralmente eficaz formular ideias passíveis de interpretação como uma intenção de retroagir em benefícios monetários. Também descobriram as vantagens que poderão usufruir, no futuro próximo, das prerrogativas de reajustar valores de cheques e expandir o universo de beneficiários. A conversão oportunista sinaliza a assinatura de um contrato entre os grandes partidos. Eles decidiram conceder uns aos outros o direito de intercambiar cheques presidenciais por votos. No mesmo ato, tacitamente, impuseram à Nação a renúncia a uma política republicana de combate à pobreza por meio da transferência de renda.

O projeto de Renda da Cidadania sustenta-se sobre dois pilares. O primeiro é a proposição de que uma renda básica constitui direito universal, de brasileiros pobres e não-pobres, a ser consagrado na lei e realizado em prazos compatíveis com as disponibilidades orçamentárias. O segundo é a ideia de criação de uma agência pública independente de gestão do programa, com a missão de universalizar os benefícios e a prerrogativa de definir valores e destinatários dos cheques segundo critérios apartidários. A Renda da Cidadania continuaria a incentivar o consumo dos pobres, mas as transferências de dinheiro perderiam o estatuto de dádiva para adquirirem o de direito. Nessa mudança de princípio se encontram tanto a sua força conceitual quanto, desgraçadamente, a sua fraqueza política.

São remotas as chances de o projeto de Renda da Cidadania prosperar. O povo “não quer esmola”, como disse Lula quando ainda não se apresentava como o sucessor de Getúlio Vargas, mas as elites políticas confluem em torno da proteção de seu privilégio de dar esmola. Menos de uma década atrás havia ainda uma barragem de crítica ao clientelismo, oriunda dos intelectuais e da universidade. Isso hoje se perdeu, no labirinto da adesão ao lulismo. Os coronéis intercambiavam votos por dentaduras. Nós vivemos no tempo das dentaduras pós-modernas.

por Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br

Notícias do Velho

Uma empresa de TI Sul Africana, irritada com os serviços de Internet oferecidos pela maior provedora de Internet Africana – a Telkom, conseguiu provar que a transferência de dados oferecida por eles, com a tecnologia ADSL é mais lenta que feita por pombo-correios.

Os caras amarraram um cartão de 4Gb de memória na pata do pombo, que foi solto no momento em que se iniciou um “download” dos mesmos dados, por um dos escritórios da empresa, distante 80Km.

Enquanto Winston, o pombo de 11 meses de idade, levou uma hora e oito minutos para voar os 80 kilômetros, foram necessários duas horas e seis minutos para que apenas 4% fossem transferidos por download! Leia a matéria e veja um filme na BBC.

Essa copa do mundo será bem interessante…

Do Tiago Dória Weblog

Em memorando interno distribuído aos jornalistas, nesta segunda-feira, Arthur Sulzberger e Janet Robinson, diretor geral e presidente do New York Times, respectivamente, afirmam que o NYTimes é uma empresa de notícias e não de jornal. O negócio deles é informação e não jornal.

Um peso histórico tremendo carrega esse comunicado interno. Mostra que conceitualmente o jornal deixou de ser jornal, além do fim de uma fase de crise de identidade na empresa.

Nesse processo de transição mais acentuada dos átomos para os bits, muitas empresas acabaram perdendo o rumo, não conseguiram decidir mais em qual negócio estavam. A Kodak foi (ou ainda é) símbolo desse questionamento. Não se decidia se estava no negócio de imagens e memórias visuais ou de filmes para câmeras fotográficas.

Assim como as empresas, os próprios profissionais podem passar por essa crise de identidade. Você é uma pessoa que faz jornal, atualiza site, ou um comunicador, um especialista em informação?

O New York Times, pelo menos, parece que já passou dessa fase de questionamento interno.

Esse post faz parte de uma série sobre as mudanças tecnológicas no NYTimes e que venho escrevendo desde o começo de 2008.

Do G1

Pesquisa diz que coxas estreitas podem indicar falta de massa muscular para processar insulina.

Da BBC

Homens e mulheres cujas coxas têm circunferência superior a 60 centímetros têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas, aponta um estudo do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 3.000 pessoas.

O benefício ocorre mesmo quando fatores como gordura corporal, cigarros e colesterol do sangue são levados em consideração, afirmam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista especializada “British Medical Journal”.

Para os pesquisadores, aqueles com coxas estreitas podem não ter massa muscular suficiente para processar a insulina de maneira apropriada, aumentando o risco de diabetes e, por consequência, de doenças cardíacas.

Os especialistas, no entanto, ressaltaram que a pesquisa precisa ser corroborada por outros estudos.

Eles dizem que ainda é cedo para mudar as orientações sobre dietas e exercícios para evitar doenças cardíacas, mas que a circunferência da coxa pode ser usada como um sinal de risco.

O estudo acompanhou 3.000 homens e mulheres na Dinamarca por mais de dez anos. Os voluntários tiveram a altura, o peso e a circunferência das coxas, cintura e quadris medidos. A porcentagem de gordura corporal também foi calculada.

A circunferência da coxa foi medida logo abaixo dos glúteos. Os pesquisadores ainda avaliaram os níveis de atividade física dos participantes, se eles eram fumantes, sua pressão sanguínea e os níveis de colesterol.

O estudo então monitorou a incidência de doenças cardíacas nos pacientes por mais de dez anos e a taxa de mortes por um período de 12 anos e meio.

Medida

Durante este período, 257 homens e 155 mulheres morreram, 263 homens e 143 mulheres desenvolveram doenças cardiovasculares e 103 homens e 34 mulheres sofreram de doenças cardíacas.

Segundo os pesquisadores, aqueles com as coxas menores – de circunferência inferior a 50 cm – tinham o dobro de risco de morte prematura ou de desenvolver sérios problemas de saúde.

“O aumento do risco se deu independentemente da obesidade geral e abdominal e de fatores de risco cardiovasculares ou ligados ao estilo de vida, como pressão sanguínea”, disse Berit Heitmann, que chefiou a pesquisa.

“Além disso, concluímos que o risco estava mais relacionado à circunferência das coxas do que à da cintura”, completou.

“É uma medida muito simples, muito grosseira, mas parece ter um efeito individual. E pode ser uma forma de médicos avaliarem riscos.”

“O bom é que se você tiver coxas finas você pode fazer algo, como se exercitar.”

Estudos anteriores já indicaram que uma cintura com circunferência superior a 88,9 cm para as mulheres e a 101,6 cm para os homens indica alto risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.

A equipe do Hospital da Universidade de Copenhague afirma que o risco demonstrado por coxas “estreitas” pode ser associado à baixa massa muscular.

Os cientistas afirmam que esta baixa massa muscular pode fazer com que o corpo não responda bem à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e, a longo prazo, de desenvolvimento de doenças cardíacas.

Baixos índices de gordura também podem provocar mudanças adversas no modo como o corpo processa os alimentos.

‘Boa notícia’

Mas, para a enfermeira sênior especializada em doenças cardíacas Judy O’Sullivan, da British Heart Foundation, “ainda não há provas suficientes para confirmar que a baixa circunferência da coxa afete o risco de alguém desenvolver doenças cardiovasculares”.

“Mas a baixa massa muscular está associada ao baixo nível de atividades físicas, considerado um fator de risco já estabelecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas”, disse ela.

Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, concorda que são necessários mais estudos. “Este é um trabalho muito interessante e que vai ligeiramente contra nossa intuição, mas tem que ser respeitado por causa do número de pacientes avaliados e da duração da pesquisa.”

Da BandNews – Jornalismo

Da Redação com agências

mundo@eband.com.br

Após causar repúdio nos Estados Unidos e no Brasil, a agência de publicidade brasileira DM9 pediu desculpas pelo vídeo feito para a ONG ambiental WWF. As imagens mostram diversos aviões caindo depois que dois deles se chocam contra as torres gêmeas em Manhattan, Nova York, onde aconteceram os atentados de 11 de setembro.

Entre uma imagem e outra, aparecem os dizeres: “Em 2001, uma das maiores tragédias da humanidade matou 2.819 pessoas. Em 2005, um tsunami matou 280.000 pessoas. Foram 100 vezes mais mortes. Nosso planeta é brutalmente poderoso. Respeite isso. Conserve isso”.  

Em um comunicado, Sergio Valente, presidente da agência se desculpou e disse que o anúncio “jamais deveria ter sido criado, aprovado ou veiculado” e que não reflete “a posição nem o pensamento da agência no que diz respeito aos acontecimentos de 11 de setembro”.

“Ele foi criado e aprovado no final de 2008, equivocadamente. Fruto somente da inexperiência de alguns profissionais envolvidos em ambas as partes. E não de má fé ou desrespeito ao sofrimento americano”, disse Valente. 

O presidente afirmou que assim que o equívoco foi percebido, agência e cliente decidiram pela suspensão imediata da divulgação do anúncio, que foi veiculado apenas uma vez em um jornal local. No entanto, segundo ele, “inadvertidamente” ele foi submetido a uma competição de propaganda internacional, de onde foi resgatado, causando um grande “mal estar”, completou.

Segundo o site BlueBus, a DM9 chegou a inscrever o filme no Festival de Cannes, embora a agência negue a autoria do vídeo.

Reações
Diversos veículos de comunicação americanos, como o jornal “The New York Times” e a Ad Age, uma das mais importantes agências de publicidade do país, criticaram o vídeo.

O site da WWF, cujo logo aparece na campanha, condenou o material e disse que em 2008, quando ele foi apresentado, não aprovou sua circulação.

“A relação entre atos de terrorismo, que vitimaram milhares de pessoas, com os efeitos das mudanças climáticas não é justificada em hipótese alguma e não está alinhada com a mensagem que a organização pretende passar para atingir seus objetivos de conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais”, diz o comunicado.

Tsunami WWF

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